ANÁLISE E PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO AOS PACIENTES ODONTOPEDIATRICOS PORTADORES DO VIRUS HIV: UMA REALIDADE DENTRO DO CONSULTÓRIO ODONTOLOGICO
Palavras-chave:
Imunodeficiência Adquirida, Biossegurança, Protocolo de atendimento, OdontopediatriaResumo
Os portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou que já apresentam a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) precisam de cuidados multidisciplinares que envolvem o cirurgião-dentista. O estado de imunossupressão causado pelo vírus HIV leva ao risco de aparecimento de infecções oportunistas ou neoplasias que podem se manifestar na cavidade bucal. Desse modo, por meio da anamnese e do exame físico, o profissional pode se deparar com sinais e sintomas sugestivos da infecção pelo vírus HIV, contribuindo para o diagnóstico precoce da doença. O elevado número de pacientes infectados com o do vírus da imunodeficiência humana (HIV) que freqüentam o consultório odontológico fez com que os profissionais aumentassem a atenção na adoção de medidas de controle de infecção e de biossegurança por considerar que todo paciente é portador de alguma doença infectocontagiosa. A despeito das evidências epidemiológicas, o risco de transmissão do HIV do paciente para o profissional pode ocorrer em lesões que rompam a integridade da pele levando a um contato com material biológico contaminado durante acidentes ocupacionais. Estes acidentes ocorrem com grande freqüência durante a manipulação de materiais pérfuro cortantes antes ou após o atendimento odontológico, no entanto, o risco de contaminação pelo vírus é muito baixo, pois depende de vários fatores inerentes à carga viral do paciente, além da vulnerabilidade do próprio vírus fora do organismo. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar os aspectos gerais das medidas de biossegurança, principais manifestações orais em pacientes pediátricos com AIDS, expondo as etiologias, características clínicas, locais mais freqüentes de ocorrência e o tratamento adequado, orientando o cirurgião-dentista a promover não só a saúde bucal, como também a sistêmica.