POSSSIBILIDADE DE COMPROMETIMENTO SISTÊMICO DEVIDO A MÁ HIGIENIZAÇÃO DE PRÓTESES TOTAIS
Palavras-chave:
Prótese total, Comprometimento Sistêmico, Má HigienizaçãoResumo
Este trabalho teve como objetivo, analisar as possibilidades de comprometimento sistêmico devido à má higienização de próteses totais. A ausência e/ou deficiência de atos mecânicos possibilita o acúmulo de uma placa bacteriana cada vez mais espessa, cria condições para o desequilíbrio da microbiota residente bucal, que leva à destruição de tecidos duros e moles. Trabalhos epidemiológicos indicam que as bactérias da boca podem ser importantes não apenas na endocardite, mas em várias outras doenças como diabetes, aterosclerose e infarto. Em razão das suas características anatômicas, a higienização das próteses é melhorada com o uso de escovas específicas e meios químicos adequados de descontaminação. O portador ainda de ser conscientizado para evitar o uso ininterrupto das próteses, sendo necessária a remoção noturna. Dessa forma, muitos usuários não sabem como realizar a manutenção das mesmas e evitar problemas de saúde oral, como por exemplo a candidíase associada a má higiene oral e da dentadura. Esta patologia traz como sinais e sintomas ardência bucal, eritemas e formação de placas brancas. Outro problema bastante comum é a formação de úlceras traumáticas na gengiva provocada pelo traumatismo da base da dentadura sobre os tecidos moles. Estas úlceras podem evoluir para hiperplasias sendo necessárias, na maioria das vezes, cirurgias para a sua remoção. Neste contexto, faz-se necessário e obrigatório à orientação e a conscientização dos pacientes após a instalação das próteses, por meio de protocolos de higienização e um reforço positivo naqueles que já utilizam, contribuindo assim, para o bem estar e saúde integral dos pacientes.