TERAPIAS PARA OTIMIZAR O REPARO DE FERIDAS PALATINAS PROVENIENTES DA REMOÇÃO DE ENXERTO GENGIVAL: REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • Rafael Biani VIVALDINI Centro universitário de Santa Fé do Sul - UNIFUNEC
  • Vivian Cristina Noronha NOVAES Centro universitário de Santa Fé do Sul - UNIFUNEC
  • David Jonathan Rodrigues GUSMAN Centro universitário de Santa Fé do Sul - UNIFUNEC

Palavras-chave:

Enxerto, Reparo, Palato

Resumo

O procedimento cirúrgico para obtenção de enxerto gengival é relativamente fácil de executar, porém pode causar morbidade e desconforto para o paciente na região do leito doador que cura por segunda intensão. O objetivo da presente revisão sistemática foi avaliar a cicatrização e dor pós-operatória da ferida palatina mediante a utilização de diferentes terapias após enxerto gengival. Foi realizada uma pesquisa eletrônica por dois indivíduos independentes nas bases de dados PubMed, The Cochrane Library, SCOPUS e Embase até o período de fevereiro de 2018. Com base nos critérios PICO, incluíram-se estudos clínicos controlados e randomizados em adultos que passaram pela remoção de enxerto gengival livre, com a utilização de alguma terapia auxiliar para cicatrização do palato que foram comparados com seus devidos grupos controles (fechamento natural da ferida, uso de esponja de gelatina ou cobertura da ferida com Coe Pak), tendo como resultado primário o tempo de epitelização da ferida palatina e resultado secundário a dor pós-operatória. O teste de kappa foi realizado para avaliar a concordância entre os examinadores. Sete estudos foram incluídos na análise qualitativa tendo o valor kappa de 1. Dentre os estudos avaliados, foi observado a utilização de diferentes tipos de terapias para auxilio da cicatrização da ferida palatina, como fibrina rica em plaquetas, plasma rico em plaquetas, ácido hialurônico, extrato de planta medicinal e laser em baixa intensidade. Essas terapias demonstraram acelerar a cicatrização total da ferida palatina, e somente a terapia com laser em baixa intensidade não foi capaz de diminuir a dor pósoperatória. Diante dos limites da presente revisão sistemática, pode-se concluir que todas as terapias avaliadas foram eficazes para acelerar a cicatrização palatina, e apenas a terapia com laser em baixa intensidade não contribuiu para redução da dor pósoperatória.

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Publicado

2018-03-04

Como Citar

VIVALDINI, R. B. ., NOVAES, V. C. N. ., & GUSMAN, D. J. R. . (2018). TERAPIAS PARA OTIMIZAR O REPARO DE FERIDAS PALATINAS PROVENIENTES DA REMOÇÃO DE ENXERTO GENGIVAL: REVISÃO SISTEMÁTICA . ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 9(9). Recuperado de https://seer.unifunec.edu.br/index.php/forum/article/view/3868

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS