PARACOCCIDIOIDOMICOSE: DOENÇA SISTÊMICA DE DIFÍCIL DIAGNÓSTICO MÉDICO
Palavras-chave:
Paracoccidioidomicose, PB-Micose, Paracoccidioides brasiliensisResumo
INTRODUÇÃO: Paracoccidioidomicose é uma micose causada pelo fungo paracoccidioides brasilienses, mais comum em adultos do gênero masculino. Não é contagiosa homem a homem, sendo consenso que o comprometimento pulmonar pela inalação do fungo seja o primeiro passo no desenvolvimento da doença. Na região bucal é mais comum em lábios e gengivas, apresentando-se como múltiplas lesões ulceradas, infiltrativas e dolorosas, com leito granuloso e pontilhado hemorrágico bem característico, os tecidos moles adjacentes às úlceras se mostram endurecidos. O médico tem importante participação no tratamento, feito com Anfotericina B/Sulfa/Cetoconazol/Itroconazol. OBJETIVO: O objetivo do trabalho é relatar os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos da manifestação bucal da doença, com enfoque na frequente história de atraso no diagnóstico pelo serviço médico por onde o paciente passou. METODOLOGIA: Exposição das experiências relacionadas ao atendimento de pacientes com lesões bucais de paracoccidioidomicose. RESULTADO: A paracoccidioidomicose, por ser doença sistêmica que acomete inicialmente os pulmões, tem por muitas vezes seu diagnóstico retardado pelos limitados conhecimentos médicos acerca da doença, talvez por ser ela exclusiva de regiões tropicais, rara na América do Norte, Europa, e Oceania, bem como pela falta curricular nos Cursos de Medicina do Brasil de conteúdo específico orobucal. A maioria das experiências vividas com os pacientes portadores de paracoccidioidomicose com manifestação bucal mostra que os sinais e sintomas se confundem com outras doenças pulmonares e que a vivência da parte médica nos casos bucais, ainda é limitada. CONCLUSÃO: Pelo fato de que as lesões bucais regridem facilmente quando instituído o tratamento medicamentoso, é importante o acompanhamento mais longo do tempo pós-operatório, para verificação da involução das lesões pulmonares, que demoram mais tempo para regredir. Nesse sentido, o Cirurgião Dentista e o Médico devem ser uníssonos em orientar o paciente sobre a necessidade de continuar com a medicação mesmo após o desaparecimento das lesões bucais.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Joyce Freitas ASSIS, Giovana Vasconcelos de FREITAS, Eni Vaz Franco Lima de CASTRO

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.