PARESTESIA RELACIONADA À ODONTOLOGIA: CAUSAS CLÍNICAS E POSSÍVEIS MÉTODOS PREVENTIVOS E PROTOCOLOS DE TRATAMENTO
Palavras-chave:
Anestesia, Exodontia, Neuropatias, ParestesiaResumo
Introdução: A parestesia é considerada um distúrbio neuropático, causada por injúrias locais ou sistêmicas aos nervos sensitivos, podendo ser originada de fatores químicos, físicos, patológicos, mecânicos e/ou microbiológicos. Os sinais e sintomas associados à parestesia podem ser múltiplos, incluindo perturbações neurossensoriais, função sensorial prejudicada, como hiperestesia e anestesia permanente, formigamentos, prurido, sensação de queimação, falta de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, entre outras. Ademais, tendo em conta a causa ou extensão do trauma, a parestesia pode ser temporária, dissipando-se após a remoção do agente causador ou em poucos dias. Todavia, o processo pode se estender por um período mais longo, ou ser permanente. Objetivo: Realizar uma revisão literária a respeito do tema proposto, visando esclarecer as principais causas clínicas e apresentar possíveis métodos preventivos, bem como estabelecer tratamentos adequados à parestesia. Metodologia: Foram realizadas buscas em artigos científicos disponíveis nas bases de dados eletrônicos Google Acadêmico, Pubmed e Scielo. Resultados: A literatura consultada demonstrou que a maior ocorrência de parestesias deve-se ao uso de anestésicos locais, exodontias de terceiros molares, tratamentos endodônticos, instalação de implantes dentários e osteotomias. Além disso, não somente a terapêutica medicamentosa se mostrou eficaz no tratamento e recuperação da sensação normal, mas também o uso de laserterapia de baixa potência. Conclusão: No âmbito odontológico, a parestesia é uma complicação amplamente presente em nossa sociedade, desfavorecendo a qualidade de vida dos pacientes, bem como suas funções rotineiras, cabendo ao cirurgião-dentista elaborar um correto planejamento de caso para que tal complicação seja evitada e/ou minimizada, usufruindo de todo meio diagnóstico disponível, como exames clínicos, laboratoriais e imaginológicos. Para obtenção de um bom prognóstico, um diagnóstico precoce e a instituição de um tratamento imediato e bom acompanhamento se mostram necessários.
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