PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA DESORDENS MUSCULOESQUELÉTICAS EM ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
Palavras-chave:
desordens musculoesqueléticas, estudantes de enfermagem, prevalência, fatores de risco, ergonomiaResumo
Introdução: As desordens musculoesqueléticas relacionadas ao esforço físico em atividades laborais, como jornadas acadêmicas prolongadas, atividades repetitivas e monótonas, e situações estressantes, afetam uma grande parte dos estudantes. Essas condições frequentemente resultam em lesões musculares e articulares, que podem se agravar após a formação acadêmica, impactando negativamente a saúde e o desempenho profissional dos futuros enfermeiros. Objetivo: Investigar a prevalência e os fatores de risco para o desenvolvimento de desordens musculoesqueléticas em estudantes de enfermagem de uma universidade em Santa Fé do Sul. Metodologia: Este é um estudo transversal, descritivo e analítico, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Centro Universitário de Santa Fé do Sul (CAAE: 80405524.9.0000.5428). A pesquisa foi realizada por meio da análise das respostas a um questionário de 32 questões, aplicado a 100 estudantes de enfermagem do Centro Universitário de Santa Fé do Sul. Os dados coletados foram analisados estatisticamente em termos de percentuais. Resultados: Foi identificado que 70% dos estudantes apresentaram dor em alguma parte do corpo durante as atividades na universidade nos últimos 30 dias, sendo as regiões mais afetadas a parte superior das costas e o pescoço. No último ano, metade dos alunos apresentou algum tipo de dor durante suas atividades acadêmicas; no entanto, a maioria não buscou assistência médica, optando pela automedicação. Além disso, verificou-se que 50% dos entrevistados apresentaram problemas musculoesqueléticos durante suas atividades universitárias. Conclusão: Os futuros profissionais de enfermagem estão expostos a um risco elevado de desenvolver desordens musculoesqueléticas desde o período de formação acadêmica, devido à alta carga horária, à repetição de movimentos e às condições ergonômicas inadequadas no ambiente universitário. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de implementar medidas preventivas para minimizar esses riscos, promovendo a saúde dos estudantes e garantindo uma melhor qualidade de vida e desempenho profissional no futuro.
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