PRINCIPAIS ACHADOS CLÍNICOS DA TRANSFUSÃO DE SANGUE E HEMOCOMPONENTES NO POLITRAUMA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
politraumas, transfusão, hemocomponentes, sobrevida, hemostasia, volume de derivadosResumo
OBJETIVO: Apresentar as principais considerações da transfusão de hemocomponentes no politrauma nas unidades de terapias intensivas (UTI), para diminuir a necessidade de transfusão maciça (TM) de sangue. MÉTODO: O estudo adotou metodologia de revisão com abordagem integrativa, seguindo as diretrizes PRISMA e AMSTAR-2 para garantir rigor metodológico. A busca foi realizada em bases como PubMed e Scopus, cobrindo artigos de 2011-2024 sobre politrauma e transfusões. A seleção incluiu triagem inicial, avaliação de textos completos e análise crítica. A qualidade dos estudos foi avaliada com foco em revisões e ensaios clínicos aleatorios, e o risco de viés foi analisado com ferramentas apropriadas. RESULTADOS: Revisados 102 artigos, selecionados 16 estudos, mostrando qualidade média a alta e resultados semelhantes. Não houve diferença significativa na mortalidade entre transfusão de sangue total (TST) e terapia com hemocomponentes (TH). Entretanto, TST pode reduzir a necessidade de oxigênio e o tempo de internação em alguns casos. O plasma foi eficaz na melhora da coagulopatia por trauma, mas outros hemocomponentes não foram avaliados. Incompatibilidades de sexo entre doador e receptor podem aumentar o risco de falência de múltiplos órgãos. A transfusão é essencial em traumas graves, mas deve ser feita com cuidado. CONCLUSÃO: Na TH para politrauma em UTI, é crucial entender a relação entre volume/perfusão/oxigenação tecidual para reduzir a necessidade deste procedimento. Não há diferença significativa entre TST e TH, porém mais pesquisas são necessárias para avaliar segurança de cada método em pacientes traumatizados. A equipe de enfermagem desempenha um papel importante, desde verificação da compatibilidade do sangue até monitoramento durante e após transfusão. Assim, a presença de profissionais qualificados pode aumentar a segurança e a eficácia das transfusões, no entanto, o trabalho dos enfermeiros é frequentemente subestimado, demonstrando a necessidade de novos estudos frente ao trabalho da equipe de enfermagem nos cuidados aplicados na transfusão sanguínea.
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