A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DA ARTÉRIA EPIGÁSTRICA INFERIOR NA CIRURGIA DE HÉRNIA INGUINAL: REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
hérnia inguinal, artéria epigástrica inferior, complicações vasculares, cirurgia de hérniaResumo
Introdução: A cirurgia de hérnia inguinal é um procedimento comum, mas que carrega o risco de complicações vasculares, principalmente envolvendo a artéria epigástrica inferior. Objetivo: Esta revisão de literatura objetiva analisar a relevância anatômica da artéria epigástrica inferior e a importância de sua preservação durante o reparo de hérnia inguinal, visando a prevenção de complicações vasculares. Metodologia:A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa, com busca de artigos na base de dados doPubMed, abrangendo publicações entre 2014-2024. O operador booleano “AND” foi utilizado como estratégia de busca de artigos.Os critérios de inclusão foram estudos que abordavam diretamente a anatomia da artéria epigástrica inferior e suas implicações no reparo de hérnias inguinais e pesquisas que apresentavam dados clínicos relevantes sobre complicações vasculares associadas à cirurgia de hérnia inguinal.Foram excluídos artigos que não estavam disponíveis em texto completo e estudos que focavam em outros tipos de hérnias, como hérnias femorais ou umbilicais, sem relação direta com as hérnias inguinais.Resultados: Foram identificados 8 artigos, após a aplicação dos critérios, 4 artigos foram selecionados para a elaboração do resumo.Os resultados desta revisão apontam que a identificação precisa e preservação da artéria epigástrica inferior são essenciais para minimizar o risco de complicações vasculares, como hematomas e isquemia. As técnicas cirúrgicas (técnica aberta [Lichtenstein] e a técnica laparoscópica) que envolvem uma cuidadosa dissecação e preservação desta artéria demonstraram uma menor incidência de complicações, melhorando os resultados pós-operatórios. Além disso, o conhecimento das variações anatômicas é crucial para o planejamento cirúrgico. Conclusão: Conclui-se que o entendimento aprofundado da anatomia da artéria epigástrica inferior e a aplicação de técnicas cirúrgicas apropriadas são fundamentais para reduzir complicações vasculares em pacientes submetidos ao reparo de hérnia inguinal. Esta revisão ressalta a necessidade de constante atualização e educação anatômica dos cirurgiões para otimizar os resultados clínicos.
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