ANÁLISE DE TRATAMENTOS PARA REDUÇÃO DE PRESSÃO INTRAOCULAR EM GLAUCOMAS NO BRASIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Palavras-chave:
glaucoma, pressão intraocular, colírio, iStent inject®Resumo
Introdução: O glaucoma é uma doença ocular progressiva e uma das causas de cegueira irreversível. A forma mais comum é o glaucoma primário de ângulo aberto, sendo o aumento gradual da pressão intraocular (PIO) e perda progressiva do campo visual. O tratamento padrão inclui colírios como TRAVAMED e Maleato de Timolol, difíceis de aderir e causar efeitos adversos. Intervenções cirúrgicas minimamente invasivas, como o iStent inject®️ e a Facotrabeculectomia, são promissoras. Objetivo: Apresentar os tratamentos para glaucoma disponíveis no Brasil. Metodologia: Foi realizado um levantamento bibliográfico nos bancos de dados BVS, Scielo e PubMed, identificando 33 artigos com os descritores "glaucoma", "pressão intraocular" e “Brasil”. Foram selecionados 5 artigos com critérios de texto completo, língua portuguesa e publicação após 2014, excluindo-se artigos em outras línguas e com data anterior a 2014. Resultados: O TRAVAMED reduziu a PIO antes da implantação do iStent inject®️, que mostrou semelhança aos colírios e exige menos aplicações. O Maleato de Timolol foi o medicamento mais usado por 67,1% dos pacientes (média de idade de 62,99±16,29 anos), com 68 casos de cegueira, dos quais 0,7% perderam a visão. A Facotrabeculectomia demonstrou aumento na acuidade visual após cinco anos e redução dos escores de risco para dano glaucomatoso. Não encontrou-se diferenças significativas entre aparelhos de tomografia de coerência óptica (OCT) para diagnóstico de glaucoma. A avaliação da PIO, associada a exames como OCT e perimetria computadorizada, é o padrão ouro para diagnóstico. As cirurgias minimamente invasivas, disponíveis no SUS desde 2021, oferecem avanços no controle da PIO e na redução progressiva da doença. A Facotrabeculectomia necessita de mais evidências. Conclusão: O manejo do glaucoma deve incluir avaliação precisa da PIO, uso de colírios e tecnologias inovadoras como iStent inject®️ e Facotrabeculectomia. A implementação desses no SUS precisa de mais estudos para assegurar benefícios aos pacientes brasileiros.
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