ENCEFALOPATIA TRAUMÁTICA CRÔNICA (CTE) E ESPORTES DE CONTATO, ESTUDO DA PREVALÊNCIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO DA CTE EM ATLETAS DE ESPORTES DE CONTATO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Palavras-chave:
Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), esportes de contato, Lesão Cerebral Traumática (LCT), biomarcadores diagnósticos, impactos repetitivos na cabeçaResumo
Introdução: A Encefalopatia Traumática Crônica (ETC) é uma doença neurodegenerativa associada a impactos repetitivos na cabeça, comum em esportes de contato. Originalmente chamada de "demência pugilística", ganhou destaque em 2005 quando foi identificada em ex-atletas da NFL. A doença é caracterizada por declínios cognitivos, neuropsiquiátricos e motores, confirmada apenas post-mortem através de depósitos de tau hiperfosforilada (p-tau). Objetivo: Este estudo visa revisar a prevalência, diagnóstico e manejo da ETC em atletas de esportes de contato, destacando características clínicas, fatores de risco e intervenções terapêuticas, para fornecer uma base sólida a futuras pesquisas e práticas clínicas. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática na base de dados PubMed, abrangendo artigos publicados entre 2014 e 2024. A busca inicial identificou 19.416 artigos. Aplicando critérios rigorosos de inclusão e exclusão, foram selecionados 38 artigos para análise aprofundada, dos quais 13 foram considerados adequados e incluídos na revisão final. Resultados: A Encefalopatia Traumática Crônica (CTE) tem alta prevalência entre jovens atletas de esportes de contato, com 41,4% dos doadores de cérebro com menos de 30 anos diagnosticados, a maioria em estágio leve. Além da CTE, danos cerebrais adicionais, como ampliação ventricular e deposição de macrófagos, foram identificados, sublinhando a gravidade dos impactos repetitivos. Sintomas graves incluem problemas de memória, agressividade e depressão, com evolução para declínios cognitivos e comportamentais severos. A relação entre a duração da prática esportiva e a gravidade da CTE destaca a importância de medidas preventivas. O diagnóstico é confirmado post-mortem, e biomarcadores específicos ainda não estão disponíveis. O manejo é multidisciplinar e foca na gestão dos sintomas, com terapias emergentes ainda não comprovadas. Conclusão: A ETC é significativamente prevalente entre jovens atletas, com implicações graves. Melhorias em diagnóstico, prevenção e tratamento são essenciais para mitigar o impacto da doença nos esportes de contato.
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