PREVALÊNCIA DE CARDIOPATIA NA SANTA CASA DE SANTA FÉ DO SUL/SP E DESENVOLVIMENTO DE CARTILHA PARA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Palavras-chave:
cardiopatia, alimentação saudável, cartilha educativaResumo
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCVs) são a principal causa de mortalidade global, enfatizadas pelo aumento significativo de internações no Brasil, com diversos fatores de risco associados, destacando-se a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, inatividade física, alimentação inadequada, consumo de bebida alcoólica e idade maior que 60 anos, que podem ser mitigados por meio da dietoterapia, que desempenha um papel crucial na redução dos sinais clínicos. Objetivo: Avaliar a prevalência de cardiopatias na Santa Casa de Santa Fé do Sul/SP, analisando os padrões alimentares dos pacientes e qualidade de vida, a fim de desenvolver uma cartilha educativa com o propósito de promover uma adesão efetiva à dietoterapia, contribuindo para a eficácia do tratamento e fomentando a promoção da saúde cardiovascular na comunidade local. Metodologia: Incluiu-se um levantamento epidemiológico dos registros hospitalares, entrevistas individuais e aplicação de um questionário estruturado com os pacientes internados com cardiopatia, sendo maiores de 18 anos. Resultados: A maioria dos casos estavam associados a hipertensão arterial e a diabetes, com 53,8% dos pacientes com histórico familiar de cardiopatia e 84,6% não praticavam atividade física. Em termos de alimentação, 100% dos pacientes não realizavam acompanhamento nutricional, apesar de 76,9% afirmarem que não tinham obstáculos para manter uma alimentação saudável. Além disso, 53,8% relataram consumo regular de alimentos ultraprocessados, e 50% não controlavam o uso de sal, preferindo temperos industrializados. Embora 92,3% consumissem alimentos in natura, havia uma falta de conhecimento sobre quais alimentos podem melhorar ou piorar suas condições de saúde. Conclusão: Conclui-se que a falta de conhecimento sobre a relação entre alimentação e saúde cardiovascular, somada à baixa adesão a práticas saudáveis, como o controle da ingestão de sal, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e a prática regular de atividades físicas, contribuem significativamente para o agravamento das cardiopatias na população estudada.
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