TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS: SINTOMAS COMPORTAMENTAIS, FISIOLÓGICOS E COGNITIVOS
Palavras-chave:
transtorno por uso de substância, sistema de recompensa, neurotransmissoresResumo
Introdução: O Transtorno por Uso de Substância (TUS) é uma condição caracterizada por sintomas comportamentais, fisiológicos e cognitivos resultantes do uso contínuo de substâncias, que levam a problemas significativos. Estudos indicam que o TUS é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais, epigenéticos e psicossociais. A ativação do sistema de recompensa cerebral pelo uso de substâncias gera compulsão e dependência, transformando o entendimento do TUS como uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central. Objetivo: Este estudo visa compreender os mecanismos que impulsionam o uso compulsivo de substâncias, focando nos sintomas comportamentais, fisiológicos, cognitivos e no sistema de recompensa cerebral. Metodologia: O estudo baseia-se em uma revisão bibliográfica utilizando a plataforma Minha Biblioteca para a busca de livros relevantes. Os descritores incluíram 'transtorno por uso de substâncias', 'neurotransmissores' e 'sistema de recompensa'. Foram selecionados livros publicados nos últimos dez anos em língua portuguesa. Critérios de inclusão abrangeram livros revisados por pares que tratavam dos fatores comportamentais, fisiológicos e cognitivos do transtorno. Revisões secundárias e estudos que não abordavam essas questões diretamente foram excluídos. Inicialmente, foram encontrados 25 livros, dos quais 11 atenderam aos critérios de inclusão após análise dos resumos. Destes, 7 foram selecionados para o estudo, abordando detalhadamente os fatores comportamentais, fisiológicos e cognitivos, além das influências genéticas e epigenéticas, neurotransmissores e sistemas neuronais. Resultados: A revisão evidenciou o impacto dos fatores genéticos e epigenéticos na transição do uso recreativo para o compulsivo. Conclusão: Conclui-se que o TUS envolve múltiplos fatores que afetam áreas importantes do sistema nervoso central. Compreender esses mecanismos é crucial para o desenvolvimento de terapias mais eficazes e para desmistificar o estigma relacionado ao uso compulsivo de substâncias.
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