AVALIAÇÃO DOS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DO CARCINOMA ESPINOCELULAR BUCAL
Palavras-chave:
carcinoma de células escamosas oral, patologia, neoplasias bucais, diagnóstico precoceResumo
Introdução: O carcinoma espinocelular bucal é o câncer maligno mais comum na cavidade oral, manifestando-se por tecidos ulcerados e base endurecida. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos, sendo mais frequente em homens acima de 40 anos, especialmente fumantes e consumidores de álcool. A detecção precoce é crucial, com uma taxa de cura de cerca de 90% nos estágios iniciais. Objetivo: Explorar a epidemiologia, os fatores de risco, o diagnóstico e o tratamento dos tumores malignos da cavidade oral, visando à detecção e encaminhamento precoce. Metodologia: Este trabalho apresenta uma revisão narrativa da literatura, focando em neoplasias bucais e carcinoma espinocelular. A pesquisa abrangeu artigos em português e inglês, publicados entre 2015 e 2024, nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Critérios de inclusão consideraram revisões, relatos de caso e meta-análises relevantes, enquanto anais de congressos, dissertações e artigos fora do tema ou período foram excluídos. Resultados: Os locais mais comuns de lesão são a língua e o assoalho bucal. Tabagismo, etilismo e radiação solar afetam o prognóstico, enquanto a graduação histológica e o estadiamento clínico orientam o tratamento. O carcinoma espinocelular oral é mais frequente em homens, mas a incidência em mulheres tem aumentado. Aproximadamente 65,63% dos pacientes têm histórico de tabaco e álcool, fatores que contribuem para o câncer. A taxa de sobrevida é baixa, com 48% global e 57% específica. A detecção precoce e o tratamento são essenciais para melhorar o prognóstico. Conclusão: O carcinoma de células escamosas oral é um câncer maligno frequente em pessoas de meia-idade que usam tabaco e álcool, com o tabaco sendo o principal fator de risco. A língua e o assoalho bucal são as áreas mais afetadas. A detecção precoce e o tratamento cirúrgico são cruciais, com campanhas de prevenção essenciais para reduzir a incidência.
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