O IMPACTO DA HIGIENE ORAL NA PRÁTICA DA ODONTOLOGIA HOSPITALAR
Palavras-chave:
odontologia hospitalar, trato respiratório, higiene bucalResumo
Introdução: A Odontologia hospitalar, embora raramente discutida, é de extrema importância para pacientes internados, que muitas vezes não conseguem manter uma higiene oral adequada em ambiente hospitalar. A cavidade oral, sendo o local com maior diversidade e concentração de microrganismos, eleva o risco de infecções sistêmicas de origem bucal em pacientes que não recebem avaliação e cuidados bucais apropriados. Objetivo: Destacar a importância da inclusão do cirurgião-dentista em equipes multidisciplinares hospitalares, visando a realização de cuidados específicos para pacientes hospitalizados que estão impossibilitados de manter sua higiene oral. Metodologia: Este estudo foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed, Scielo e Google Acadêmico, focando em publicações dos últimos cinco anos. Os descritores utilizados foram: “pneumonia nosocomial”, “pneumonia associada à ventilação mecânica”, “cuidados orais”, “higiene oral” e “odontologia hospitalar”. Foram incluídos artigos em inglês e português que estavam alinhados ao objetivo do estudo e apresentavam relevância na estruturação das informações. Foram excluídos artigos sem relevância para o tema, não disponíveis, inadequados ao escopo do estudo ou duplicados. Resultados: A ausência ou inadequação da higiene oral em pacientes internados em UTIs aumenta significativamente o risco de infecções do trato respiratório, uma condição associada a altos índices de mortalidade. A inclusão do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar reduz consideravelmente a probabilidade dessas complicações, além de contribuir para o diagnóstico e tratamento de outras patologias. Conclusão: A presença do cirurgião-dentista em hospitais é essencial para garantir a higiene bucal dos pacientes, prevenindo infecções, especialmente respiratórias, que podem comprometer a recuperação. A atuação odontológica em ambiente hospitalar, junto a equipes multidisciplinares, reduz o tempo de internação e o uso de medicamentos, promovendo o bem-estar e a dignidade dos pacientes. Esse cuidado, eficaz e acessível, é crucial para a saúde integral do paciente crítico.
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