ALELOPATIA NO MANEJO SUSTENTÁVEL DE CULTURAS AGRÍCOLAS
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6787Palavras-chave:
alelopatia, agricultura sustentável, manejo integrado de plantas daninhas, aleloquímicos, plantas de coberturaResumo
Introdução: A busca por práticas agrícolas sustentáveis intensifica o interesse em fenômenos naturais aplicáveis ao campo. A alelopatia, processo em que um organismo libera substâncias bioquímicas que influenciam outros organismos vegetais, surge como alternativa promissora para reduzir a dependência de herbicidas sintéticos. Este fenômeno interfere diretamente na germinação e crescimento de plantas vizinhas, especialmente as daninhas, que competem por recursos com as culturas de interesse econômico. Objetivo: Avaliar, por meio de uma revisão bibliográfica, o potencial da alelopatia como ferramenta estratégica no manejo integrado de plantas daninhas e sua contribuição para a sustentabilidade agrícola. O estudo busca sintetizar o conhecimento sobre os mecanismos de ação dos aleloquímicos, identificar as principais espécies com atividade alelopática e discutir os desafios para sua aplicação prática. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa de revisão bibliográfica em bases de dados científicas, selecionando artigos, dissertações e teses de 2010 a 2025, utilizando os descritores: "alelopatia", "aleloquímicos", "manejo de plantas daninhas" e "plantas de cobertura". Resultados: A literatura evidencia que diversas culturas, como sorgo, girassol e brassicáceas, liberam compostos alelopáticos que suprimem o desenvolvimento de importantes plantas daninhas. O uso de plantas de cobertura e a rotação de culturas são apontados como as formas mais eficazes de incorporar a alelopatia no manejo, melhorando a saúde do solo e reduzindo a infestação. Contudo, a eficácia dos aleloquímicos é influenciada por fatores como clima, tipo de solo e interação com a microbiota, o que desafia a obtenção de resultados consistentes. Conclusão: A alelopatia demonstra ser uma estratégia viável e ecologicamente correta. Embora promissora, sua implementação exige planejamento e mais pesquisas para otimizar as interações entre espécies e condições de campo, visando consolidá-la como um pilar no manejo integrado de plantas daninhas.
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