ALELOPATIA NO MANEJO SUSTENTÁVEL DE CULTURAS AGRÍCOLAS

Autores

  • Jadson Henrique Ferreira dos SANTOS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • João Henrique Mateus Pereira da GLORIA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Lucas Rigotto GINO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Camila Fernandes Ferreira APARECIDO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6787

Palavras-chave:

alelopatia, agricultura sustentável, manejo integrado de plantas daninhas, aleloquímicos, plantas de cobertura

Resumo

Introdução: A busca por práticas agrícolas sustentáveis intensifica o interesse em fenômenos naturais aplicáveis ao campo. A alelopatia, processo em que um organismo libera substâncias bioquímicas que influenciam outros organismos vegetais, surge como alternativa promissora para reduzir a dependência de herbicidas sintéticos. Este fenômeno interfere diretamente na germinação e crescimento de plantas vizinhas, especialmente as daninhas, que competem por recursos com as culturas de interesse econômico. Objetivo: Avaliar, por meio de uma revisão bibliográfica, o potencial da alelopatia como ferramenta estratégica no manejo integrado de plantas daninhas e sua contribuição para a sustentabilidade agrícola. O estudo busca sintetizar o conhecimento sobre os mecanismos de ação dos aleloquímicos, identificar as principais espécies com atividade alelopática e discutir os desafios para sua aplicação prática. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa de revisão bibliográfica em bases de dados científicas, selecionando artigos, dissertações e teses de 2010 a 2025, utilizando os descritores: "alelopatia", "aleloquímicos", "manejo de plantas daninhas" e "plantas de cobertura". Resultados: A literatura evidencia que diversas culturas, como sorgo, girassol e brassicáceas, liberam compostos alelopáticos que suprimem o desenvolvimento de importantes plantas daninhas. O uso de plantas de cobertura e a rotação de culturas são apontados como as formas mais eficazes de incorporar a alelopatia no manejo, melhorando a saúde do solo e reduzindo a infestação. Contudo, a eficácia dos aleloquímicos é influenciada por fatores como clima, tipo de solo e interação com a microbiota, o que desafia a obtenção de resultados consistentes. Conclusão: A alelopatia demonstra ser uma estratégia viável e ecologicamente correta. Embora promissora, sua implementação exige planejamento e mais pesquisas para otimizar as interações entre espécies e condições de campo, visando consolidá-la como um pilar no manejo integrado de plantas daninhas.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

SANTOS, J. H. F. dos, GLORIA, J. H. M. P. da, GINO, L. R., & APARECIDO, C. F. F. (2026). ALELOPATIA NO MANEJO SUSTENTÁVEL DE CULTURAS AGRÍCOLAS. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6787

Edição

Seção

CIÊNCIAS AGRÁRIAS, ENGENHARIAS E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO