INFLUÊNCIA DOS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR PIVÔ CENTRAL E GOTEJAMENTO NA INCIDÊNCIA DO CANCRO CÍTRICO EM LARANJA 'PERA RIO'
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6798Palavras-chave:
Xanthomonas citri, manejo de doenças, citricultura, epidemiologiaResumo
Introdução: O cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, é considerado um dos maiores desafios fitossanitários da cultura dos citros; seus danos são a desfolha de plantas, perda de qualidade e valor comercial devido às lesões causadas nos frutos, causando restrição de exportação e redução da produtividade devido à queda prematura dos frutos. A água é um dos principais agentes de dispersão da bactéria, o que levanta questionamentos sobre o papel do sistema de irrigação na epidemiologia da doença. Objetivo: Avaliar a influência de dois sistemas de irrigação – pivô central e gotejamento – na incidência do cancro cítrico em pomar de laranja 'Pera Rio'. Metodologia: O experimento se deu em um pomar comercial em Aparecida do Taboado – MS, em agosto de 2025. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com dois tratamentos (pivô central e gotejamento), cada um contendo quatro blocos. Utilizou-se o software Google Earth e o aplicativo Field Area Measure para marcação dos blocos. Em cada bloco, foram amostradas seis plantas, totalizando 24 plantas por tratamento. A incidência foi calculada pela proporção de folhas com sintomas, em relação ao total de folhas avaliadas e os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância. Resultados: Os resultados revelam que existe uma diferença significativa entre os tratamentos analisados (pivô e gotejo), sendo a porcentagem pivô = 7,3% e o gotejo = 0,7% de incidência. Conclusão: O sistema de irrigação por gotejamento mostrou-se significativamente mais eficaz na redução da incidência do cancro cítrico em comparação ao pivô central. Esses resultados podem ser explicados por haver uma menor dispersão da bactéria pela água, uma vez que o gotejamento não molha a copa das plantas, o que evitaria a criação de microclimas favoráveis ao patógeno.
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