MONITORAMENTO DE BIOMASSA VEGETAL COM USO DE IMAGENS DE SATÉLITE
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6808Palavras-chave:
sensoriamento remoto, agricultura de precisão, índice NDVIResumo
Introdução: O monitoramento da biomassa vegetal por meio de imagens de satélite tem se mostrado uma ferramenta fundamental para identificar variações no desenvolvimento das culturas agrícolas. Essas informações permitem ao agricultor compreender o vigor das plantas, detectar falhas de plantio e antecipar problemas relacionados a pragas, deficiências nutricionais e estresse hídrico. Uma dessas ferramentas é o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), que compara duas ondas de luz diferentes, a vermelha, que é absorvida pelas plantas para a fotossíntese e a infravermelha, que é refletida pelas folhas. Se a planta absorve muita luz vermelha e reflete bastante infravermelho, significa que ela está mais saudável. Assim, o NDVI compara a diferença entre elas e divide pela soma das duas. Objetivo: Analisar áreas de cana-de-açúcar nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo por meio do índice NDVI, a fim de identificar falhas de plantio, diferenças de desenvolvimento e possíveis problemas que possam comprometer a produtividade. Metodologia: O estudo foi conduzido em duas áreas de cana-de-açúcar com diferentes condições de cultivo. Foram utilizados dados de sensoriamento remoto e processados na plataforma EOSDA Crop Monitoring, com base no índice NDVI, que permite avaliar o vigor e a cobertura vegetal. Resultados: Na área do Mato Grosso do Sul, observou-se predominância de vegetação esparsa e solo exposto, indicando falhas de plantio e baixo vigor vegetativo. Já na área de São Paulo, verificou-se maior uniformidade no desenvolvimento, com predominância de vegetação moderada e poucas falhas pontuais. Conclusão: O uso de imagens de satélite, aliado a índices de vegetação, é eficaz para o monitoramento agrícola, permitindo intervenções rápidas e precisas. Essa prática contribui para o aumento da produtividade, a redução de custos e o manejo sustentável das culturas.
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