PLANTAS DANINHAS, IMIGRANTES, NATURALIZADAS E INFESTANTES
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6810Palavras-chave:
plantas exóticas, invasão biológica, agricultura, controle de plantas daninhas, biodiversidadeResumo
Introdução: As plantas daninhas representam um dos principais desafios para a agricultura e a conservação ambiental, especialmente quando se trata de espécies imigrantes, naturalizadas ou infestantes. Essas plantas, ao se estabelecerem fora de seu habitat original, podem causar impactos ecológicos, econômicos e sociais significativos. A compreensão das diferenças entre esses tipos de plantas e seus efeitos nos ecossistemas é essencial para o manejo eficiente dessas espécies. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre plantas daninhas imigrantes, naturalizadas e infestantes, destacando suas definições, características, processos de dispersão e os impactos provocados em ambientes agrícolas e naturais. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos nas bases de dados SciELO, Google Scholar e Embrapa, abrangendo publicações dos últimos 30 anos (de 1995 a 2025). Foram incluídos estudos que abordam a origem, adaptação e controle de espécies exóticas invasoras, com ênfase nas que afetam o setor agrícola brasileiro. Resultados: Os resultados indicam que plantas daninhas imigrantes, ao serem introduzidas em novos ambientes, podem se naturalizar e, em muitos casos, tornar-se infestantes. Fatores como ausência de inimigos naturais, capacidade de adaptação, reprodução rápida e resistência a herbicidas contribuem para seu sucesso ecológico. Espécies como a leucena (Leucaena leucocephala), o capim-colonião (Panicum maximum) e o amargoso (Digitaria insularis) são exemplos de plantas introduzidas que se tornaram altamente invasoras no Brasil, prejudicando lavouras e reduzindo a biodiversidade nativa. Conclusão: Conclui-se que o controle de plantas daninhas imigrantes, naturalizadas e infestantes exige estratégias integradas de manejo, monitoramento constante e políticas públicas voltadas para a prevenção da introdução de espécies exóticas. O conhecimento ecológico dessas plantas é fundamental para a elaboração de práticas sustentáveis que minimizem seus impactos no meio ambiente e na produção agrícola.
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