MONOPÓLIO DA AUTODESK E ALTERNATIVAS VIÁVEIS DE SOFTWARES DIGITAIS PARA DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO NA ENGENHARIA CIVIL
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6822Palavras-chave:
autodesk, monopólio, BIM, softwares open-source, engenharia civilResumo
Introdução: O setor da construção civil depende fortemente de softwares de modelagem 2D e 3D, como o AutoCAD e o Revit, ambos desenvolvidos pela Autodesk. Contudo, a consolidação da empresa como líder de mercado criou um cenário de monopólio, caracterizado por altos custos de licenciamento, o que limita o acesso de estudantes, profissionais autônomos e pequenas empresas. Esse contexto levanta a necessidade de investigar soluções tecnológicas acessíveis e sustentáveis. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre o monopólio da Autodesk no setor de softwares de construção civil e analisar alternativas viáveis que promovam a democratização do acesso às ferramentas digitais. Metodologia: A metodologia empregada foi uma pesquisa descritiva, sendo a revisão bibliográfica efetuada com análise de artigos científicos, relatórios técnicos e documentos oficiais publicados entre 2000 e 2024, disponíveis em bases como Scielo e Google Scholar. Foram selecionados estudos que abordam a adoção do BIM no Brasil, os impactos econômicos do monopólio de softwares e o uso de soluções open-source na engenharia civil. Resultados: Os resultados apontam que o monopólio da Autodesk representa uma barreira significativa para a adoção plena do BIM, especialmente, em países em desenvolvimento como o Brasil. A literatura revela que alternativas como FreeCAD, LibreCAD, Blender e o conceito de openBIM oferecem viabilidade técnica e custos reduzidos, embora ainda enfrentem desafios relacionados à capacitação profissional, interoperabilidade e suporte técnico. Conclusão: Conclui-se que a busca por softwares alternativos é essencial para ampliar a acessibilidade tecnológica no setor da construção civil. A adoção de ferramentas open-source e plataformas interoperáveis, aliada a investimentos em capacitação, pode reduzir a dependência do monopólio da Autodesk e promover maior democratização digital na engenharia civil.
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