A DÍVIDA DO TIBIA: O CASO GABRIEL KUHN E DANIEL PETRY

Autores

  • Felipe Gabriel de Souza BEZERRA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Mary Hellen Amorim MARQUES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Regina Maria de SOUZA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6844

Palavras-chave:

assassinato, abuso sexual, jogo, cobrança

Resumo

Introdução: O presente trabalho descreve um assassinato envolvendo os adolescentes Daniel Petry e Gabriel Kuhn, ocorrido em 23 de julho de 2007 em Blumenau/SC. Em função de uma cobrança de jogo on-line, Gabriel, na época com 12 anos, foi assassinado pelo colega, Daniel Petry, de 16 anos. O crime ocorreu em função de um abuso sexual sofrido por Gabriel e cometido por Daniel. Em seu depoimento inicial, Gabriel afirma que o conflito foi decorrente de um desentendimento no jogo eletrônico Tibia, mas o laudo necroscópico aponta o abuso como razão central. Objetivo: Compreender a motivação e desdobramentos jurídicos do crime de assassinato praticado contra Gabriel por meio de método cruel e frio. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de método bibliográfico, que se fundamenta na análise do referencial teórico produzido sobre a temática, por autores clássicos e contemporâneos, a fim de compreender as principais abordagens teóricas que sustentam a discussão. Foram selecionadas publicações indexadas em bases como Scielo, Google Scholar e CAPES Periódicos, prioritariamente entre os anos de 2020 e 2025. Resultados: Daniel foi internado em um Centro de Internação Provisória para Menores Infratores (CIP) em Itajaí/SC. Em 6 de setembro de 2007, foi condenado à pena máxima prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de três anos de medidas socioeducativas e foi levado para um Centro de Atendimento Socioeducativo em Lages. Conclusão: Posteriormente Daniel foi diagnosticado com esquizofrenia, que implica em perda de contato com a realidade, ocorrência de alucinações, delírios e vozes imaginárias que podem potencializar a violência, o que leva à demanda por acompanhamento externo e uma rotina com medicamentos controlados. Em 2010, Daniel Petry foi solto com então 19 anos de idade, e nunca mais se teve notícias públicas de seu paradeiro, pois o processo ficou em segredo de justiça.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

BEZERRA, F. G. de S., MARQUES, M. H. A., & SOUZA, R. M. de. (2026). A DÍVIDA DO TIBIA: O CASO GABRIEL KUHN E DANIEL PETRY. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6844