UM ELEVADOR E SESSENTA E UM SOCOS
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6872Palavras-chave:
violência, mulher, tentativa de feminicídio, relacionamento abusivo, elevadorResumo
Introdução: O caso “61 socos no elevador” se constitui no ataque brutal sofrido por Juliana Garcia dos Santos (35) que teve seu rosto desfigurado pelo namorado Igor Eduardo Pereira Cabral (29) no dia 26 de julho de 2025 na cidade de Natal (RN), onde o investigado agrediu sua então namorada com 61 socos, que foram registrados por uma câmera de segurança dentro do elevador. Objetivo: Analisar os aspectos centrais do crime cometido por Igor Eduardo Pereira Cabral, as consequências do estado psicológico e de saúde da vítima Juliana Garcia dos Santos e seus desdobramentos no âmbito jurídico. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de método bibliográfico, que se fundamenta na análise do referencial teórico produzido sobre a temática, por autores clássicos e contemporâneos, a fim de compreender as principais abordagens teóricas que sustentam a discussão. Foram selecionadas publicações indexadas em bases como Scielo, Google Scholar e CAPES Periódicos, prioritariamente entre os anos de 2020 e 2025. Resultados: Após o então casal sair do elevador, o porteiro que acompanhou o momento da agressão pelas câmeras de segurança acionou a polícia, que prendeu Igor em flagrante no dia seguinte (27) e posteriormente teve sua prisão convertida em preventiva. Na sua defesa inicial, ele alegou ter sofrido “uma crise de claustrofobia”, o réu aguarda o andamento jurídico após denúncia aceita pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Juliana passou por uma cirurgia de reconstrução facial no dia 01 de agosto e se recupera física e psicologicamente até os dias atuais. Conclusão: O réu apresenta comportamento dissimulado, mencionando em suas defesas, inclusive, que possui um filho autista. O histórico dele apresenta diversas agressões anteriores à própria Juliana. O caso teve grande repercussão na mídia e gerou diversas discussões acerca de temas como relacionamento abusivo, feminicídio e a importância da autodefesa da mulher.
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