A ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS E A CENTRALIDADE DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) COMO PRIMEIRA LÍNGUA: PERSPECTIVAS E REFLEXÕES
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6875Palavras-chave:
alfabetização, Libras, bilinguismo, educação de surdos, práticas inclusivasResumo
Introdução: A alfabetização de estudantes surdos representa um dos maiores desafios da educação inclusiva contemporânea, sobretudo pela necessidade de reconhecer a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua (L2). Objetivo: O presente estudo tem como objetivo promover discussões e compreensões acerca do papel da Libras como primeira língua no processo de alfabetização de estudantes surdos, e da importância do compartilhamento cultural e a interação entre as comunidades surdas e ouvintes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada em relato de experiência e em reflexões oriundas da formação inicial no curso de Pedagogia, especialmente nas vivências da disciplina de Libras. As experiências acadêmicas foram analisadas à luz de referenciais teóricos que abordam o bilinguismo, a alfabetização e a educação de surdos, permitindo o estabelecimento de relações entre teoria e prática pedagógica. Resultados: Os resultados apontam a presença efetiva da Libras nas práticas pedagógicas como essencial para a compreensão linguística e conceitual dos estudantes surdos, no favorecimento da participação ativa nas atividades de alfabetização, e no uso consistente da Libras como meio de mediação pedagógica, podendo ser potencializador de engajamento, de autonomia e no processo de construção do conhecimento, além de poder fortalecer o vínculo identitário e cultural dos alunos surdos no contexto escolar. Conclusão: Conclui-se que a alfabetização de estudantes surdos requer o reconhecimento da Libras como elemento central na mediação pedagógica. Ressalta-se a importância da formação inicial e continuada de professores para o desenvolvimento de práticas bilíngues que assegurem o direito linguístico e educacional dos surdos. Estudo como este poderiam ser ampliados e aprofundados, consolidando-se como tema de um Trabalho de Conclusão de Curso, com foco na análise crítica da formação docente frente aos desafios da inclusão escolar.
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