A INFLUÊNCIA DO ENVOLVIMENTO FAMILIAR NA FORMAÇÃO SOCIOEMOCIONAL DA CRIANÇA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6880Palavras-chave:
desenvolvimento socioemocional, educação emocional, parentalidade positiva, relação família-escolaResumo
Introdução: Na sociedade contemporânea, marcada por transformações rápidas e desafios crescentes no âmbito social e emocional, torna-se cada vez mais evidente a importância de uma formação integral desde os primeiros anos de vida. Objetivo: Diante desse cenário, a pesquisa tem como objetivo analisar a influência do envolvimento familiar na formação socioemocional da criança, considerando tanto os benefícios dessa relação quanto os obstáculos que podem comprometer sua efetividade. Metodologia: A metodologia consiste em uma revisão integrativa de dissertações e teses brasileiras, abarcando o período de 2018 a 2024, com base nas plataformas SciELO, Periódicos CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, e do Portal de Busca Integrada da Universidade de São Paulo (USP). Resultados: Os resultados demonstram que práticas parentais positivas, caracterizadas por afeto, consistência educativa e modelagem de comportamentos, correlacionam-se significativamente com melhores indicadores de autorregulação emocional (40% menos episódios de desregulação), competências sociais (23% superiores em avaliações) e adaptação escolar. A análise identificou três eixos principais de atuação familiar: disponibilidade emocional (85% dos estudos), consistência educativa (69%) e modelagem comportamental (62%). Contradições emergiram quanto à instrumentalização das competências socioemocionais, exigindo abordagens que articulem desenvolvimento individual e transformação social. Conclusão: Conclui-se que a pesquisa aponta para a necessidade de políticas públicas intersetoriais que fortaleçam as competências parentais, especialmente em contextos de vulnerabilidade, e promovam parcerias efetivas entre famílias e escolas. O estudo também evidenciou lacunas significativas na literatura, como a escassez de pesquisas longitudinais (15%) e o uso limitado de instrumentos validados para a realidade brasileira (23%), indicando caminhos promissores para investigações futuras.
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