AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): RELATO DE EXPERIÊNCIA DENTRO DE UMA VIVÊNCIA DO PIBID/UNIFUNEC
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6909Palavras-chave:
educação inclusiva, público-alvo da Educação Especial (PAEE), Transtorno do Espectro Autista (TEA), educação física adaptadaResumo
Introdução: A Educação Inclusiva tem conquistado espaço nas escolas, mas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda enfrentam desafios significativos para alcançar um desenvolvimento pleno. Objetivo: Este estudo teve como objetivo relatar práticas pedagógicas inclusivas utilizadas nas aulas de Educação Física para estudantes com TEA em escolas municipais de Santa Fé do Sul, durante o Programa PIBID/UNIFUNEC, e refletir sobre sua efetividade, bem como sobre as contribuições da experiência para a formação docente dos bolsistas. Metodologia: A metodologia adotada consistiu em um relato de uma experiência ocorrida em 2025, durante a participação de licenciandos do Centro Universitário de Santa Fé do Sul no PIBID. As informações foram registradas em diário de campo, contemplando observações, sensações e dificuldades enfrentadas no processo de inclusão. Posteriormente, o material foi analisado em conjunto com os demais bolsistas, supervisores e professores das escolas participantes. Resultados: Os resultados indicaram que a efetividade das práticas variava conforme o planejamento pedagógico e a postura docente. Professores que demonstraram maior compreensão das características do espectro obtiveram melhores resultados na inclusão, favorecendo o engajamento e a participação dos alunos. Observou-se que aulas realizadas em ambientes externos, atividades que estimulavam cooperação e interação, bem como propostas com horários estruturados e intervalos curtos, geraram maior segurança e conforto, refletindo-se em avanços no interesse e no desempenho. Em contrapartida, fatores como sons intensos, ruídos e variações de temperatura mostraram-se desafiadores, exigindo maior atenção do professor. Conclusão: Conclui-se que a experiência vivenciada no PIBID proporcionou observações valiosas para a formação inicial docente, reforçando a importância do conhecimento sobre as especificidades do TEA e da sensibilidade para identificar fatores que podem atuar como barreiras ou estímulos ao processo de inclusão escolar.
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