DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6918Palavras-chave:
sobrecarga de trabalho, profissionais de enfermagem, assistência ao paciente, estratégia saúde da família, atenção primária à saúdeResumo
Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) constitui uma das principais políticas do Sistema Único de Saúde (SUS), voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento integral dos indivíduos e famílias, com base na atuação de equipes multiprofissionais. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel central, sendo responsável por ações assistenciais, educativas e gerenciais. No entanto, a rotina desses profissionais é marcada por desafios que comprometem a efetividade do cuidado. Objetivo: Este estudo teve como objetivo compreender os principais desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem durante a assistência ao paciente na ESF. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, realizada nas Unidades de Saúde da Família do município de Santa Fé do Sul (SP), com nove enfermeiros. Foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o CAAE 87780225.6.0000.5428. A análise dos dados foi conduzida por meio da técnica de Análise de Conteúdo Temática. Resultados: Os resultados revelaram dois eixos principais: a adesão ao tratamento frente à cultura do imediatismo e a sobrecarga assistencial associada ao déficit de profissionais. Constatou-se que o imediatismo dos usuários, aliado à falta de respaldo institucional às condutas dos enfermeiros, fragiliza a autonomia profissional e o vínculo com a comunidade. Além disso, a alta demanda e o número insuficiente de profissionais contribuem para a sobrecarga de trabalho, afetando tanto a qualidade da assistência quanto o bem-estar físico e emocional da equipe. Conclusão: A cultura do imediatismo afeta a adesão ao tratamento na ESF, com sobrecarga assistencial e déficit de profissionais comprometendo a qualidade da assistência. Destaca-se a importância da elaboração de políticas públicas e de oferecer respaldo adequado para valorizar os enfermeiros. Sugere-se pesquisas futuras para explorar estratégias de melhoria na adesão ao tratamento e redução da sobrecarga assistencial, além de intervenções para fortalecer a autonomia da equipe de enfermagem.
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