EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ADOLESCENTES NA ESCOLA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE GRAVIDEZ E CONTRACEPÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6920Palavras-chave:
educação em saúde, saúde do adolescente, gravidez na adolescência, saúde escolar, promoção de saúdeResumo
Introdução: A saúde do adolescente, sobretudo no que tange à sexualidade e à prevenção da gravidez nessa etapa da vida, exige intervenções educativas eficazes. A educação em saúde constitui estratégia central de promoção da saúde, favorecendo, entre outros objetivos, a autonomia no autocuidado. Objetivo: Descrever a experiência de acadêmicos do 7º período de Enfermagem de um Centro Universitário privado de Santa Fé do Sul (SP) em ação educativa sobre gravidez na adolescência e métodos contraceptivos. Metodologia: Estudo descritivo, qualitativo, na modalidade relato de experiência. A intervenção ocorreu em fevereiro de 2025, em uma escola municipal do interior paulista, com alunos do 9º ano. Sob supervisão docente, os estudantes planejaram, executaram e avaliaram a palestra, utilizando recursos interativos. Resultados: Participaram 24 adolescentes. A sessão iniciou-se com dinâmica de perguntas e respostas para sondagem de conhecimentos prévios, seguida de exposição dialogada sobre gravidez na adolescência e métodos anticoncepcionais. Realizou-se demonstração prática do uso correto de preservativos masculinos e femininos. Observou-se alto interesse dos participantes, culminando na entrega de preservativos, materiais informativos e brindes. Conclusão: A prática educativa favoreceu trocas e ampliou conhecimentos, auxiliando os adolescentes a compreenderem mudanças corporais e fisiológicas da puberdade. Destaca-se a relevância de espaços dialógicos de educação em saúde em fase tão complexa. Na avaliação dos acadêmicos, houve mudanças percebíveis nas percepções e no entendimento: redução de mitos, maior clareza sobre fisiologia reprodutiva e eficácia dos métodos, reconhecimento da responsabilidade compartilhada na prevenção, aumento da autoeficácia para uso de preservativos e maior disposição para buscar serviços e informações confiáveis. A experiência também reafirmou o papel formativo do estudante de Enfermagem na promoção da saúde e no estímulo ao protagonismo juvenil no autocuidado.
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