ENFERMAGEM E A SAÚDE INTEGRAL DO ADOLESCENTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE INTERVENÇÃO EDUCATIVA EM AMBIENTE ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6922Palavras-chave:
educação em saúde, saúde do adolescente, transformações na adolescência, promoção da saúdeResumo
Introdução: A adolescência constitui uma fase crucial do desenvolvimento, caracterizada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, exigindo suporte para que os jovens possam enfrentar esses desafios. Nesse contexto, a educação em saúde emerge como uma ferramenta para auxiliar os adolescentes a compreenderem e lidarem com essas mudanças, promovendo comportamentos saudáveis e prevenindo riscos. Objetivo: Descrever uma intervenção voltada à educação em saúde, direcionada a adolescentes, focalizando as transformações psicossociais características dessa fase e os direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Metodologia: Estudo descritivo, qualitativo, na modalidade relato de experiência. A intervenção ocorreu em fevereiro de 2025, em escola municipal do interior paulista, com alunos do 9º ano. Discentes do 7º período de Enfermagem de um Centro Universitário desenvolveram e executaram a atividade educativa sob supervisão docente, abrangendo as fases de planejamento, execução e avaliação das atividades interativas. Participaram 28 alunos, com idades entre 14 e 15 anos. A intervenção abordou temas como transformações corporais e psicossociais, a importância do autocuidado e os direitos dos adolescentes. Metodologias ativas, incluindo palestras interativas, rodas de conversa e dinâmicas lúdicas, foram utilizadas para estimular o engajamento. Resultados: Observou-se interesse e curiosidade por parte dos alunos, que expressaram dúvidas e inseguranças sobre as mudanças que vivenciam, além de carência de informações claras sobre seus direitos em saúde, reforçando a relevância do espaço de diálogo. Conclusão: A prática educativa demonstrou a importância de proporcionar espaços de diálogo e reflexão para os jovens, que muitas vezes desconhecem aspectos fundamentais sobre suas transformações e seus direitos em saúde. A abordagem participativa possibilitou um ambiente acolhedor, fortalecendo a autonomia dos adolescentes na tomada de decisões e na busca por cuidados. Reforça-se a necessidade de ações educativas como essa, com maior integração entre escolas e serviços de saúde, para promover a saúde integral dos adolescentes.
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