FOTOBIOMODULAÇÃO EM TENDINOPATIAS: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6936Palavras-chave:
fotobiomodulação, tendinopatia, laser de baixa intensidade, revisão integrativaResumo
Introdução: As tendinopatias são condições musculoesqueléticas frequentes que comprometem a função e a qualidade de vida dos indivíduos, sendo caracterizadas por processos inflamatórios e degenerativos nos tendões. O tratamento dessas afecções constitui um desafio clínico relevante, e entre as abordagens terapêuticas não invasivas, a fotobiomodulação com laser de baixa intensidade tem se destacado por seus efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, regenerativos, bioestimulantes e moduladores celulares. Objetivo: Revisar evidências sobre a eficácia da fotobiomodulação na redução da dor, modulação da resposta inflamatória, regeneração tecidual e recuperação funcional. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, de caráter descritivo e exploratório. Foram realizadas buscas sistemáticas nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores Laser Therapy e Tendinopathy, com recorte temporal de dez anos. Incluíram-se ensaios clínicos randomizados e meta-análises disponíveis em português e inglês, resultando em cinco estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade e relevância científica. Resultados: As evidências analisadas apontam que a fotobiomodulação pode promover melhora significativa na dor e na função quando aplicada em parâmetros adequados de dose, comprimento de onda e tempo de exposição. Entretanto, há grande heterogeneidade entre os estudos quanto aos protocolos utilizados, o que limita a generalização dos resultados e a definição de parâmetros padronizados confiáveis. Conclusão: A fotobiomodulação demonstra potencial terapêutico promissor no manejo das tendinopatias, podendo ser utilizada como recurso adjuvante à fisioterapia convencional. Contudo, ainda são necessários ensaios clínicos com maior rigor metodológico, padronização dos parâmetros e acompanhamento a longo prazo para consolidar evidências robustas e orientar a prática clínica baseada em evidências.
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