SEQUELAS PULMONARES ASSOCIADAS AO USO CONTÍNUO DE CIGARRO ELETRÔNICO SOB A PERSPECTIVA DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6948Palavras-chave:
lesão pulmonar, cigarro eletrônico, EVALI, fisioterapia respiratóriaResumo
Introdução: A Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Vaporizadores de Cigarro Eletrônico ou Vaping (EVALI) é uma condição inflamatória pulmonar grave, reconhecida oficialmente em 2019, decorrente do aumento de casos relacionados ao uso de vaporizadores. Tais dispositivos contêm líquidos com substâncias químicas, como nicotina e tetrahidrocanabinol, além de aditivos. Entre esses aditivos, o acetato de vitamina E tem sido identificado como um dos principais responsáveis pela EVALI. Após inalação dos líquidos, ocorre uma lesão no parênquima pulmonar de forma aguda que evolui para tosse, falta de ar, dor no peito, chiado, expectoração e febre, podendo progredir para insuficiência respiratória na fase grave. Objetivo: Descrever as sequelas pulmonares associadas ao uso contínuo de cigarro eletrônico, destacando sua gravidade e a necessidade iminente de discussão entre as equipes multidisciplinares. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura baseada na análise de artigos publicados entre 2019 e 2025, pesquisando em Open Journal Systems (OJS/PKP), SciELO, Semantic Scholar e no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SIBi/UC). Considerou-se para a seleção dos artigos a relevância temática e a faixa etária de 10 a 19 anos descrita na maioria dos estudos. Resultados: Pode-se verificar que o EVALI pode causar sequelas significativas, como comprometimento respiratório crônico e danos permanentes nos tecidos pulmonares devido a uma resposta inflamatória severa. Conclusão: Dada a gravidade da EVALI e sua implicação na saúde pública, é crucial dar seguimento à pesquisa sobre as suas consequências no trato respiratório, pois a literatura atual destaca a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para esclarecer tal condição e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento. Além disso, a falta de conscientização sobre os riscos do uso destes dispositivos enfatiza a importância de iniciativas educacionais para profissionais de saúde e para a população. Sendo assim, a fisioterapia respiratória tem papel essencial no manejo da síndrome EVALI.
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