BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA E A SUSCETIBILIDADE A INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS RECORRENTES EM CRIANÇAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6954Palavras-chave:
bronquiolite, infecções respiratórias, crianças, suscetibilidadeResumo
Introdução: A bronquiolite viral aguda é a principal causa de hospitalização em lactentes, tendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como agente predominante. Geralmente autolimitada, pode evoluir com quadros graves que exigem suporte e, a longo prazo, aumentar o risco de sibilância e asma. Diferenças entre subgrupos virais e perfis imunológicos influenciam a gravidade e repercussões posteriores, reforçando a importância de compreender esses impactos para o manejo clínico e prevenção de complicações. Objetivos: Descrever as principais doenças respiratórias e alterações imunológicas que surgem após bronquiolite viral. Metodologia: Para esta revisão bibliográfica integrativa foram utilizadas as bases de dados PubMed e BVS, para investigar estudos publicados até 2025. O levantamento de dados foi realizado no período de 13/08/2025 a 27/08/2025. A amostra final desta revisão foi constituida por 7 estudos que foram selecionados por critérios de inclusão e exclusão para a montagem dos resultados. Resultados: Após análise dos estudos, observou-se que crianças após bronquiolite apresentam repercussões imunológicas e respiratórias importantes, no curto e longo prazo. Imediatamente pós-infecção, observou-se resposta imune pró-inflamatória, com aumento de citocinas e maior presença de imunoglobulinas. Em médio prazo, identificou-se que crianças previamente hospitalizadas apresentaram maior risco de asma e redução da função pulmonar, comparadas às infectadas apenas por VSR. Consequentemente, crianças que tiveram bronquiolite grave por VSR no primeiro ano de vida mostraram declínio persistente da função pulmonar, associado a elevada prevalência de hiperresponsividade brônquica. Diferenças no perfil de citocinas foram identificadas, monstrando-se mais graves que por RSV-B, e exigindo maior suporte ventilatório. Em situações críticas, a bronquiolite viral foi causa relevante de síndrome do desconforto respiratório agudo pediátrico, sobretudo quando havia coinfecção bacteriana. Conclusão: Assim, a partir deste estudo, concluiu-se que a bronquiolite viral aguda em crianças, sobretudo pelo Vírus Sincicial Respiratório, está associada a maior risco de infecções respiratórias devido a alterações imunológicas persistentes.
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