CERATOSE ACTÍNICA E O RISCO DE PROGRESSÃO PARA CARCINOMA ESPINOCELULAR CUTÂNEO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6955Palavras-chave:
carcinoma de células escamosas, prevenção e controle, progressão neoplásica, queratoses actínicas, terapêuticaResumo
Introdução: A ceratose actínica (CA) é uma lesão cutânea pré-maligna decorrente da proliferação displásica de queratinócitos, fortemente associada à exposição crônica à radiação ultravioleta. Clinicamente relevante por seu potencial de transformação em carcinoma espinocelular cutâneo (CEC), a CA acomete sobretudo indivíduos de pele clara, idosos e imunossuprimidos. Objetivo: Revisar a literatura sobre a taxa de progressão da CA para CEC, discutindo fatores de risco, mecanismos de transformação, estratégias terapêuticas e medidas preventivas. Metodologia: Revisão integrativa realizada nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar, com descritores “ceratose actínica”, “carcinoma espinocelular” e “progressão”. Foram incluídos artigos em português e inglês entre 2006 e 2025 que abordassem prevalência, evolução clínica, fatores de risco, diagnóstico, terapias e prevenção. Excluíram-se duplicatas, resumos de congresso, estudos in vitro ou em animais e publicações sem acesso completo. Resultados: A CA apresenta risco de progressão estimado em 0,6% em um ano e até 2,57% em quatro anos, podendo atingir 20% em dez anos, em imunossuprimidos. Mais de 70% dos casos de CEC surgem em áreas previamente acometidas por CA. Alterações moleculares, como mutações na proteína p53 e perda da polaridade celular, sustentam esse processo. O tratamento precoce reduz a progressão, sendo eficaz a criocirurgia, curetagem, terapias de campo com 5-fluorouracil, imiquimode, diclofenaco, tirbanibulina e terapia fotodinâmica. A fotoproteção contínua é essencial como medida preventiva. Conclusão: A ceratose actínica constitui marcador de risco oncológico cutâneo. O diagnóstico precoce, o manejo individualizado e a fotoproteção sistemática são fundamentais para reduzir a carga do carcinoma espinocelular cutâneo, reforçando a relevância de estratégias preventivas em saúde pública.
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