DESAFIOS E AVANÇOS DA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6957Palavras-chave:
sistema único de saúde (SUS), financiamento, gestão, atenção primária à saúde (APS), privatizaçãoResumo
Introdução: A Política Nacional de Saúde do Brasil, consolidada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enfrenta desafios contínuos como subfinanciamento e dificuldades de gestão, apesar dos avanços na universalização do acesso. Em resposta, modelos alternativos como organizações sociais e parcerias público-privadas foram implementados, gerando um debate sobre privatização. Adicionalmente, políticas recentes como a PNAB de 2017 e o programa Previne Brasil de 2019 alteraram a organização e o financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Analisar e sintetizar as evidências científicas publicadas entre 2021 e 2025 sobre os desafios e avanços da Política Nacional de Saúde no contexto do SUS, com foco em temas como gestão, financiamento, organização da APS e das Redes de Atenção à Saúde (RAS). Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura (PRISMA) nas bases de dados PubMed e SciELO. De um total de 319 artigos, 15 foram selecionados após aplicação de critérios de elegibilidade. A seleção focou em estudos que abordassem a política de saúde em nível macro, incluindo gestão, financiamento, organização e estratégias do SUS. Resultados: A implementação de novos modelos de gestão é motivada por fatores políticos e ideológicos. Persistem desigualdades na distribuição de recursos federais. A PNAB e o Previne Brasil reconfiguraram os serviços da APS, impactando a composição das equipes. As RAS, como a Rede de Urgência e Emergência, permanecem fragmentadas, mas a reorganização da oferta hospitalar demonstra potencial para otimizar recursos sem comprometer a equidade no acesso. Conclusão: A Política Nacional de Saúde é marcada por tensões entre o fortalecimento do sistema público e tendências de privatização. As evidências indicam a necessidade de diretrizes federais mais claras para a implementação de tecnologias e modelos de gestão. O fortalecimento do SUS depende da superação de desafios estruturais e da reafirmação de seus princípios de universalidade e equidade.
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