DOR, EXISTÊNCIA E TERMINALIDADE: UMA INTEGRAÇÃO ENTRE CUIDADOS PALIATIVOS E NEUROCIÊNCIA DA DOR
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6958Palavras-chave:
sofrimento existencial, cuidados paliativos, neurociência da dorResumo
Introdução: O sofrimento existencial em pacientes terminais é um fenômeno multifatorial que transcende a dor física, abrangendo dimensões emocionais, sociais e espirituais. Trata-se de uma experiência complexa que envolve sentimento de perda de sentido, desesperança, medo da morte e ruptura de vínculos significativos, impactando diretamente a qualidade de vida e a percepção de dignidade do paciente. Objetivos: Este artigo busca integrar os princípios dos cuidados paliativos e os avanços da neurociência da dor para compreender e manejar esse sofrimento de forma eficaz. Metodologia: Por meio de revisão narrativa da literatura, foram analisados estudos que abordam a dor total, os mecanismos neurobiológicos do sofrimento e intervenções psicossociais, espirituais e farmacológicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida em pacientes terminais. Resultados: A discussão enfatiza a importância de uma abordagem multidimensional, que envolva equipes interdisciplinares, estratégias de suporte emocional e espiritual, além de técnicas de regulação da dor e da ansiedade com base em evidências científicas. Os resultados indicam que a integração entre cuidados paliativos e neurociência permite uma compreensão mais aprofundada do sofrimento existencial, oferecendo caminhos para intervenções individualizadas e humanizadas. Conclusão: Reconhecer e tratar o paciente em sofrimento existencial é essencial para promover dignidade, aliviar o sofrimento e melhorar a experiência da terminalidade, contribuindo para práticas clínicas mais éticas, empáticas e efetivas.
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