EFICÁCIA E SEGURANÇA DE ABORDAGENS FARMACOLÓGICAS ATUAIS NO MANEJO DA DOR E ESTABILIDADE HEMODINÂMICA EM HERNIOPLASTIA INGUINAL PEDIÁTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6960Palavras-chave:
paciente pediátrico, hérnia inguinal, analgesia, anestesiaResumo
Introdução: A hérnia inguinal (HI) é uma protrusão anormal de conteúdo intra-abdominal através do anel inguinal interno. Em pacientes pediátricos, observa-se um número significativo de hérnias inguinais por falha no fechamento do processo vaginal peritônico, as quais necessitam de tratamento cirúrgico. Objetivo: Este estudo tem como objetivo reconhecer e analisar as abordagens farmacológicas mais atuais no tratamento de hérnias inguinais na pediatria, de modo a verificar sua aplicação, eficiência e resultados. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos na base de dados eletrônica PubMed. Foram selecionados artigos publicados nos últimos 5 anos (2020-2025) utilizando-se os descritores “hérnia inguinal”, “crianças” e “cirurgias”. Os critérios de inclusão abrangeram estudos que abordavam a utilização de drogas para anestesia e analgesia na conduta da hernioplastia. Resultados: A busca resultou em 30 artigos, dos quais 3 corresponderam ao objetivo da pesquisa. Observa-se que o alto risco de complicações em hérnias inguinais pediátricas exige um seguimento peri-operatório cauteloso. Nesse contexto, observam-se inovações para o cuidado desse paciente. A combinação de anestesia geral com bloqueio caudal se mostrou significativamente eficiente na supressão da dor visceral e da intensa resposta de estresse associada ao procedimento cirúrgico, especialmente na faixa etária de 3 a 5 anos. O uso combinado de sevoflurano com remifentanil mostrou-se mais propício à estabilidade hemodinâmica com redução não só da dor pós-operatória, mas também da agitação em pacientes pediátricos submetidos ao reparo cirúrgico laparoscópico de hérnia inguinal (LIHR). Já a combinação do sevoflurano com remimazolam obteve menor tempo de despertar e menor incidência de delírio pós-operatório. Conclusão: O manejo de hérnias inguinais na pediatria necessita de uma abordagem minuciosa. A escolha das drogas no tratamento depende de um acompanhamento peri-operatório que considere as particularidades de cada criança. Dessa maneira, será possível mitigar complicações e garantir melhores desfechos. As evidências indicam que o uso de bloqueio caudal e a combinação de sevoflurano com remifentanil ou remimazolam são estratégias farmacológicas eficientes para maior estabilidade hemodinâmica, redução do consumo de analgésicos e atenuação da dor e do estresse pós-operatório.
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