EFICÁCIA E SEGURANÇA DE ABORDAGENS FARMACOLÓGICAS ATUAIS NO MANEJO DA DOR E ESTABILIDADE HEMODINÂMICA EM HERNIOPLASTIA INGUINAL PEDIÁTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Lucas Wenceslau Macedo SEVERINO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Maria Clara Milhan Biazi XAVIER Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Isadora Chaves Santos SILVA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Giovani Dellaqua GONÇALVES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Filinto Gonçalves de Aguiar JÚNIOR Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6960

Palavras-chave:

paciente pediátrico, hérnia inguinal, analgesia, anestesia

Resumo

Introdução: A hérnia inguinal (HI) é uma protrusão anormal de conteúdo intra-abdominal através do anel inguinal interno. Em pacientes pediátricos, observa-se um número significativo de hérnias inguinais por falha no fechamento do processo vaginal peritônico, as quais necessitam de tratamento cirúrgico. Objetivo: Este estudo tem como objetivo reconhecer e analisar as abordagens farmacológicas mais atuais no tratamento de hérnias inguinais na pediatria, de modo a verificar sua aplicação, eficiência e resultados. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos na base de dados eletrônica PubMed. Foram selecionados artigos publicados nos últimos 5 anos (2020-2025) utilizando-se os descritores “hérnia inguinal”, “crianças” e “cirurgias”. Os critérios de inclusão abrangeram estudos que abordavam a utilização de drogas para anestesia e analgesia na conduta da hernioplastia. Resultados: A busca resultou em 30 artigos, dos quais 3 corresponderam ao objetivo da pesquisa. Observa-se que o alto risco de complicações em hérnias inguinais pediátricas exige um seguimento peri-operatório cauteloso. Nesse contexto, observam-se inovações para o cuidado desse paciente. A combinação de anestesia geral com bloqueio caudal se mostrou significativamente eficiente na supressão da dor visceral e da intensa resposta de estresse associada ao procedimento cirúrgico, especialmente na faixa etária de 3 a 5 anos. O uso combinado de sevoflurano com remifentanil mostrou-se mais propício à estabilidade hemodinâmica com redução não só da dor pós-operatória, mas também da agitação em pacientes pediátricos submetidos ao reparo cirúrgico laparoscópico de hérnia inguinal (LIHR).  Já a combinação do sevoflurano com remimazolam obteve menor tempo de despertar e menor incidência de delírio pós-operatório. Conclusão: O manejo de hérnias inguinais na pediatria necessita de uma abordagem minuciosa. A escolha das drogas no tratamento depende de um acompanhamento peri-operatório que considere as particularidades de cada criança. Dessa maneira, será possível mitigar complicações e garantir melhores desfechos. As evidências indicam que o uso de bloqueio caudal e a combinação de sevoflurano com remifentanil ou remimazolam são estratégias farmacológicas eficientes para maior estabilidade hemodinâmica, redução do consumo de analgésicos e atenuação da dor e do estresse pós-operatório.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

SEVERINO, L. W. M., XAVIER , M. C. M. B., SILVA, I. C. S., GONÇALVES, G. D., & JÚNIOR, F. G. de A. (2026). EFICÁCIA E SEGURANÇA DE ABORDAGENS FARMACOLÓGICAS ATUAIS NO MANEJO DA DOR E ESTABILIDADE HEMODINÂMICA EM HERNIOPLASTIA INGUINAL PEDIÁTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6960

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS