ESTRATÉGIAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA NA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6961Palavras-chave:
síndrome do desconforto respiratório agudo, ventilação mecânica, COVID-19, posição prona, driving pressureResumo
Introdução: A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição clínica grave, que apresenta elevada morbimortalidade em unidades de terapia intensiva, sendo a COVID-19 uma de suas principais etiologias. A ventilação mecânica é uma abordagem terapêutica que pode ser empregada com o intuito de fornecer suporte respiratório ao paciente, até que a causa primária da insuficiência respiratória seja devidamente corrigida; no entanto, sua aplicação apresenta obstáculos, uma vez que, se não for corretamente empregada, pode causar ou exacerbar lesão pulmonar por diferentes mecanismos, a exemplo de barotrauma. Objetivo: Revisar as evidências científicas acerca das principais estratégias de manejo ventilatório na SDRA, com ênfase nas abordagens de ventilação protetora e no papel de estratégias adjuntas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura mediante pesquisa na base de dados SciELO, utilizando os descritores Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, Ventilação Mecânica e Artigo de Revisão, com inclusão de artigos na íntegra, em português e inglês, publicados no período entre 2022 e 2025. Resultados: A SDRA associada à COVID-19 apresenta desfechos clínicos similares a outras etiologias, mas com particularidades como maior risco de complicações neurológicas. Em relação à ventilação mecânica, evidências demonstram que a limitação da Driving Pressure (pressão de distensão) é o fator que apresenta maior impacto na redução da mortalidade, o que reforça os princípios da ventilação protetora. Por outro lado, fatores como obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²), escore SOFA elevado, foram identificados como preditores de mortalidade. Estratégias como a Posição Prona demonstraram potencial na redução da hipoxemia. Conclusão: Conclui-se que os achados evidenciam a necessidade de vigilância contínua, abordagem ventilatória individualizada e aperfeiçoamento das estratégias terapêuticas como componentes fundamentais para um melhor desfecho clínico no manejo da SDRA.
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