FATORES DE RISCO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO PARA O SUICÍDIO EM ESTUDANTES DE MEDICINA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6962Palavras-chave:
suicídio, estudantes de medicina, fatores de risco, saúde mental, prevençãoResumo
Introdução: A formação médica impõe elevada exigência acadêmica e emocional, resultando em altas taxas de depressão, ansiedade e burnout entre os estudantes. Essa população apresenta prevalências de sofrimento psíquico e de transtornos mentais superiores à da população geral, tornando a ideação suicida e o suicídio uma realidade preocupante no ambiente acadêmico. Objetivo: Analisar e sintetizar as evidências científicas publicadas sobre os fatores de risco associados ao suicídio e as estratégias de prevenção voltadas para estudantes de medicina. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, seguindo o modelo PRISMA, nas bases de dados PubMed/MEDLINE e SciELO. De um total de 17 artigos encontrados na busca inicial, 10 foram selecionados após a aplicação dos critérios de elegibilidade. A seleção focou em estudos que abordassem o suicídio, a ideação suicida e os fatores de risco associados em estudantes de medicina, publicados entre 2021 e 2025. Resultados: A prevalência de ideação suicida ao longo da vida entre estudantes de medicina variou entre 25% e 27,3%, com tentativas de suicídio reportadas em 3,6% a 8% da população estudada. Os fatores de risco mais proeminentes identificados foram a presença de transtornos mentais, com destaque para depressão (OR 6,87-10,34) e ansiedade, além de burnout e estresse. Fatores sociodemográficos e acadêmicos, como gênero feminino, baixo nível socioeconômico, morar sozinho, sofrer bullying e estar nas fases clínicas do curso também se mostraram significativamente associados. Estudos indicam que tanto alunos quanto professores se sentem despreparados para manejar o comportamento suicida. Conclusão: Os estudantes de medicina apresentam elevada prevalência de comportamento suicida, associado a múltiplos fatores. As evidências apontam para a necessidade urgente de implementar estratégias de prevenção e apoio à saúde mental nas escolas médicas, além de capacitar adequadamente alunos e docentes para identificar e manejar o risco de suicídio.
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