INFODEMIA E DENGUE: COMO A DESINFORMAÇÃO CONTRIBUI PARA A BAIXA ADESÃO VACINAL
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6965Palavras-chave:
dengue, infodemia, vacina, desinformação, hesitação vacinalResumo
Introdução: A dengue é uma arbovirose, causada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, infectada com um dos sorotipos do vírus da dengue, pertencente ao gênero Flavivirus e classificado em quatro sorotipos (DENV-1 a DENV-4), não havendo imunidade protetora cruzada entre eles. No Brasil, a dengue é uma doença endêmica, tendo ciclos epidêmicos recorrentes favorecidos pelo clima tropical e pela desordenada urbanização. Em 2024, o país teve mais de 5 milhões de casos prováveis, sendo o pior cenário documentado. A disponibilização de vacinas, como a Qdenga e a Dengvaxia, representou um avanço; entretanto há muita resistência causada pela infodemia, caracterizada pela disseminação massiva de informações sobre um assunto, dificultando a verificação de sua veracidade, especialmente por meio de redes sociais. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar a literatura disponível sobre a relação entre a disseminação de fake news e a baixa adesão vacinal. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados usando os seguintes descritores: Dengue; Infodemia; Vacina; Desinformação; hesitação vacinal. As fontes de dados utilizadas foram a Sociedade Brasileira de Infectologia, livros de infectologia, SciELO, PubMed e Cadernos de Saúde Pública, nos últimos 10 anos. Resultados: A falta de clareza sobre o mecanismo da vacina tem gerado receio na população e, consequentemente, contribuído para que muitas pessoas não iniciem o esquema vacinal; pelas mesmas razões, os indivíduos que já receberam a primeira dose deixem de completar o esquema com as doses subsequentes, comprometendo a imunização. Conclusão: O combate a esse fenômeno exige ações coordenadas de comunicação em saúde, promoção de palestras e folders educativos, combinando esclarecimento técnico com estratégias que alcancem a população nos canais onde a desinformação mais se propaga; também se conclui que é necessário dar enfoque à prevenção primária. A experiência recente com a COVID-19 mostra que, sem enfrentar a infodemia e suas consequências, mesmo avanços científicos expressivos podem ter sua eficácia comprometida.
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