USO DA CÚRCUMA LONGA COMO FITOTERÁPICO NA PRÁTICA CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6976Palavras-chave:
cúrcuma longa, fitoterapia, curcumina, terapias complementaresResumo
Introdução: A Curcuma longa L., conhecida como cúrcuma ou açafrão-da-terra, é uma planta herbácea relacionada ao gengibre. De sua raiz seca e moída obtém-se o pó amarelo utilizado em preparações medicinais. O interesse científico deve-se à curcumina, composto bioativo com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas e potenciais efeitos na prevenção e tratamento de doenças crônicas. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa sobre as ações farmacológicas e aplicabilidades terapêuticas da Curcuma longa, contribuindo para o uso racional da planta na prática clínica. Metodologia: Neste trabalho foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO. Para a busca, empregou-se a estratégia PICO, utilizando uma combinação de descritores controlados e não controlados, estruturados com operadores booleanos, a fim de refinar os resultados empregando os descritores: ‘Curcuma longa’ OR ‘Curcumin’ OR ‘Turmeric’ AND ‘fitoterapia’ OR ‘plantas medicinais’ AND ‘ensaio clínico’. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2025, nos idiomas português e inglês, que abordassem a eficácia e segurança clínica da cúrcuma. A busca inicial identificou 312 artigos. Após remoção de duplicatas (n = 68) e triagem por título e resumo, 36 artigos foram mantidos para leitura integral. Com a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão dos estudos não pertinentes, foram selecionados 8 artigos para a revisão. Resultados: Esses estudos relataram que a cúrcuma pode ser utilizada de diferentes maneiras, com doses variando de 500 a 2000 mg/dia. Em geral, a cúrcuma apresenta bom perfil de segurança, embora doses elevadas possam causar desconforto gastrointestinal. As contraindicações incluem gestação, lactação, distúrbios de coagulação, uso de anticoagulantes e obstrução biliar. Conclusão: A cúrcuma longa apresenta relevante potencial terapêutico e pode ser considerada como adjuvante no tratamento de diversas condições clínicas. Apesar dos resultados promissores, há necessidade de ensaios clínicos de maior robustez metodológica para padronizar doses e formas de uso, garantindo eficácia e segurança.
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