EFEITOS DO GLÚTEN E CASEÍNA NA SAÚDE E COMPORTAMENTO DE CRIANÇAS COM AUTISMO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6988Palavras-chave:
transtorno do espectro autista, caseína, glúten, seletividade alimentar, intervenção dietéticaResumo
Introdução: Este estudo investigou a complexa relação entre a exclusão de glúten e caseína da dieta e seus potenciais efeitos na saúde e no comportamento de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Objetivo: O principal objetivo foi analisar detalhadamente a rotina alimentar de crianças com TEA, identificando preferências específicas, presença e grau de seletividade alimentar e hábitos relacionados ao consumo de alimentos contendo glúten e caseína, através da coleta de dados abrangentes sobre os padrões alimentares das crianças com TEA. Metodologia: A pesquisa foi conduzida utilizando um formulário eletrônico, distribuído online para pais e responsáveis pelas crianças, de maneira que este fosse um grupo representativo e diversificado. Resultados: Os resultados revelaram que, contrariamente a algumas hipóteses, a maioria das crianças participantes do estudo não apresentou sintomas gastrointestinais significativos que pudessem ser diretamente associados ao consumo de glúten e caseína. No entanto, a seletividade alimentar emergiu como uma característica marcante no perfil alimentar dessas crianças. Essa seletividade se manifestou de diversas formas, incluindo preferências por alimentos com texturas muito específicas (molhadas, secas e macias), tendência a recusar vegetais, tanto cozidos quanto crus, e a adoção de escolhas alimentares repetitivas, onde os mesmos alimentos são consumidos em todas as refeições. Conclusão: O estudo aponta para a intrincada natureza da interação entre dieta e TEA, sugerindo que a restrição rotineira de glúten e caseína pode não ser uma intervenção dietética necessária ou benéfica para todas as crianças com o transtorno. Os resultados enfatizam a importância crítica de adotar uma abordagem individualizada na avaliação nutricional de cada criança com TEA. Essa abordagem personalizada, aliada a um acompanhamento multiprofissional, torna-se essencial para garantir que cada criança receba uma alimentação adequada às suas necessidades específicas, promovendo assim sua saúde geral e otimizando sua qualidade de vida.
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