INTERAÇÕES ALIMENTARES E A ENXAQUECA CRÔNICA: UMA REVISÃO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6990Palavras-chave:
enxaqueca, interações alimentares, dietas, suplementação, nutriçãoResumo
Introdução: A enxaqueca é uma condição neurológica crônica e debilitante, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça intensa, acompanhadas de sintomas como náuseas e fotofobia. Sua alta prevalência, especialmente em mulheres, impacta significativamente a qualidade de vida. O manejo da enxaqueca exige uma abordagem individualizada, sendo a identificação e o controle de gatilhos alimentares um desafio central. Objetivo: Analisar a interação direta entre os alimentos e a enxaqueca crônica, avaliando dietas de inclusão e exclusão como formas de tratamento para amenizar os sintomas. Metodologia: A metodologia empregada foi uma revisão das pesquisas feitas nos últimos cinco anos, para embasamento teórico, em bases de dados como SciELO e CAPES. Resultados: Algumas estratégias nutricionais mostram-se cruciais para a enxaqueca crônica. Dietas de eliminação (sem glúten e lactose) e de padrões anti-inflamatórios (Dieta Mediterrânea) demonstram potencial na prevenção de crises, assim como contribuem para a manutenção da glicemia estável. Alimentos ricos em magnésio, riboflavina e Coenzima Q10 também oferecem alternativas viáveis. Além disso, evidências indicam que hábitos alimentares irregulares, como o jejum prolongado, podem desencadear episódios de enxaqueca em indivíduos suscetíveis. A dieta cetogênica, embora mais restritiva, tem sido estudada como opção terapêutica em casos refratários, com resultados positivos. A personalização do plano alimentar, com orientação profissional, permite não apenas a exclusão de alimentos gatilho, mas também a inclusão de nutrientes com ação anti-inflamatória e neuroprotetora, otimizando a resposta clínica ao tratamento. Conclusão: Conclui-se que o manejo eficaz da enxaqueca crônica exige uma abordagem nutricional personalizada, focada no controle de gatilhos alimentares, para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida do paciente.
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