INTERAÇÕES ALIMENTARES E A ENXAQUECA CRÔNICA: UMA REVISÃO

Autores

  • Beatriz Rafaela PRADELA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Inahyê Bianca Camargo da Silva MORI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Laura Gabrieli de Souza LUZ Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Nathaly Nauany Neves POLI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Anelisa Doretto Freitas FURLAN Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6990

Palavras-chave:

enxaqueca, interações alimentares, dietas, suplementação, nutrição

Resumo

Introdução: A enxaqueca é uma condição neurológica crônica e debilitante, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça intensa, acompanhadas de sintomas como náuseas e fotofobia. Sua alta prevalência, especialmente em mulheres, impacta significativamente a qualidade de vida. O manejo da enxaqueca exige uma abordagem individualizada, sendo a identificação e o controle de gatilhos alimentares um desafio central. Objetivo: Analisar a interação direta entre os alimentos e a enxaqueca crônica, avaliando dietas de inclusão e exclusão como formas de tratamento para amenizar os sintomas. Metodologia: A metodologia empregada foi uma revisão das pesquisas feitas nos últimos cinco anos, para embasamento teórico, em bases de dados como SciELO e CAPES. Resultados: Algumas estratégias nutricionais mostram-se cruciais para a enxaqueca crônica. Dietas de eliminação (sem glúten e lactose) e de padrões anti-inflamatórios (Dieta Mediterrânea) demonstram potencial na prevenção de crises, assim como contribuem para a manutenção da glicemia estável. Alimentos ricos em magnésio, riboflavina e Coenzima Q10 também oferecem alternativas viáveis. Além disso, evidências indicam que hábitos alimentares irregulares, como o jejum prolongado, podem desencadear episódios de enxaqueca em indivíduos suscetíveis. A dieta cetogênica, embora mais restritiva, tem sido estudada como opção terapêutica em casos refratários, com resultados positivos. A personalização do plano alimentar, com orientação profissional, permite não apenas a exclusão de alimentos gatilho, mas também a inclusão de nutrientes com ação anti-inflamatória e neuroprotetora, otimizando a resposta clínica ao tratamento. Conclusão: Conclui-se que o manejo eficaz da enxaqueca crônica exige uma abordagem nutricional personalizada, focada no controle de gatilhos alimentares, para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Publicado

2026-06-01

Como Citar

PRADELA, B. R., MORI, I. B. C. da S., LUZ, L. G. de S., POLI, N. N. N., & FURLAN, A. D. F. (2026). INTERAÇÕES ALIMENTARES E A ENXAQUECA CRÔNICA: UMA REVISÃO. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6990

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS