OBESIDADE: DESAFIOS DE INTERVENÇÃO NUTRICIONAL NA ERA DOS ULTRAPROCESSADOS
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6994Palavras-chave:
obesidade, alimentos ultraprocessados, intervenção nutricional, hábitos alimentares, estratégias nutricionaisResumo
Introdução: A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo influenciada por diversos fatores sociais, econômicos e comportamentais. Com o avanço da industrialização, o consumo de produtos ultraprocessados aumentou consideravelmente, tornando-se um fator importante no desenvolvimento da obesidade. Esses alimentos estão diretamente associados ao ganho de peso e a doenças crônicas não transmissíveis. Diante disso, este estudo justifica-se pela necessidade urgente de compreender os desafios enfrentados na intervenção nutricional nesse contexto alimentar atual, buscando estratégias mais eficazes na promoção da saúde e prevenção da obesidade. Objetivo: Analisar os desafios enfrentados na intervenção nutricional em indivíduos com obesidade, diante do crescente consumo de alimentos ultraprocessados. Metodologia: O estudo adotou abordagem qualitativa e descritiva, com base em pesquisa teórica, analisando fontes bibliográficas, como artigos científicos, livros e documentos oficiais, que abordassem os desafios enfrentados por nutricionistas no tratamento da obesidade, o impacto do acesso, publicidade e custo dos ultraprocessados, a percepção dos pacientes sobre seus hábitos alimentares e a efetividade das estratégias nutricionais para reduzir o consumo desses alimentos. Resultados: Os estudos analisados apontam que nutricionistas enfrentam dificuldades na adesão ao tratamento de indivíduos com obesidade devido ao alto consumo de alimentos ultraprocessados, influenciado pela praticidade, baixo custo e forte apelo publicitário. Apesar disso, estratégias como educação alimentar, orientação individualizada e incentivo ao consumo de alimentos in natura mostraram-se eficazes para reduzir o consumo de ultraprocessados e melhorar os resultados clínicos. Conclusão: Conclui-se que o enfrentamento da obesidade requer abordagens que considerem fatores sociais e comportamentais, além da orientação nutricional. A redução do consumo de ultraprocessados depende da atuação do nutricionista e de políticas públicas que incentivem escolhas alimentares mais saudáveis.
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