CONHECIMENTO SOBRE RELAÇÕES CONJUGAIS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA FAMILIA: ESTUDO DE MÉTODOS MISTOS
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7018Palavras-chave:
gênero e saúde, equidade de gênero, saúde da mulher, necessidades específicas do gênero, processo saúde-doençaResumo
Introdução: A relação conjugal resulta da união de duas pessoas que compartilham valores e expectativas. As desigualdades existentes entre homens e mulheres na sociedade impactam essas relações e podem gerar problemas de saúde que afetam principalmente as mulheres. Objetivo: identificar o preparo dos(as) trabalhadores(as) de Saúde da Família na identificação de relações conjugais conflituosas, em um município do interior paulista. Metodologia: trata-se de um estudo do tipo explanatório sequencial de métodos mistos. Na fase quantitativa, os dados foram cadastrados no Excel; posteriormente, foram processados e analisados por meio do software SPSS versão 21. Na fase qualitativa, os dados foram obtidos através da atividade World Café e utilizada a análise de conteúdo. O estudo é parte do programa de pesquisa docente do Núcleo de Pesquisa de Centro Universitário Municipal (NUPE/PPD) e teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa CAAE:78931424.9.0000.5428. Resultados: participaram quarenta trabalhadores(as) que integram as nove unidades do município de Santa Fé do Sul/SP. Entre as participantes houve um predomínio de 37 (92%) mulheres. Quanto ao conhecimento da equipe na identificação de relações conjugais conflituosas, foi identificado que 22 (55%) não se sentem capacitadas para identificar e acompanhar, enquanto 18 (45%) afirmaram que se sentem capacitadas. No entanto, 40 (100%) das participantes não conhecem nenhum instrumento específico para esse tipo de assistência, ao passo que 20 (50%) afirmaram que as mulheres lhes contam sobre suas relações conjugais. A fase qualitativa apontou os obstáculos enfrentados na identificação e na abordagem às mulheres sobre assuntos que envolvam a conjugalidade, destacando relatos de insegurança sobre como agir neste cenário. Conclusão: dar voz às mulheres e entender de que perspectiva elas estão falando requer da equipe de saúde um olhar sensível sobre o gênero feminino, pautado no conhecimento e munido de ferramentas que possam favorecer uma assistência adequada às mulheres.
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