CONSUMO ALIMENTAR EM UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE E USO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS DURANTE AS REFEIÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7022Palavras-chave:
comportamento alimentar, SISVAN, alimentação saudável, dispositivos eletrônicosResumo
Introdução: Os marcadores de consumo alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) são amplamente utilizados para monitorar padrões de ingestão recente da população brasileira. Eles permitem avaliar a ingestão de alimentos considerados protetores da saúde, como frutas e hortaliças, e de alimentos que influenciam a saúde, como hambúrguer, embutidos, bebidas adoçadas e ultraprocessados em geral. Objetivo: Comparar os escores de consumo alimentar em universitários brasileiros da área da saúde, segundo o hábito de realizar refeições utilizando dispositivos eletrônicos. Metodologia: Estudo transversal realizado em 2024 com 791 universitários com média de idade de 22,4±5,5 anos (70,8% mulheres). Foi aplicado um questionário online com dados sociodemográficos e o formulário de marcadores de consumo alimentar do SISVAN. A invariância do modelo de medida desse formulário foi testada entre participantes que relataram usar e não usar dispositivos eletrônicos durante as refeições, e houve equivalência entre os grupos observada pela diferença (∆) nos valores de Comparative Fit Index (CFI<0,01) e Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA<0,015). Os escores de consumo alimentar foram comparados através do teste de Mann-Whitney (α=5%). O estudo foi aprovado por um Comitê de Ética (CAAE: 78587524.5.000.5428). Resultados: Um total de 83,1% dos indivíduos relataram consumir alimentos em frente a dispositivos eletrônicos. Esse grupo apresentou menor consumo de alimentos protetores (p=0,007) e maior consumo de alimentos marcadores de risco (p=0,006) em comparação aos que não utilizavam telas durante as refeições. Conclusão: O uso de dispositivos eletrônicos durante as refeições foi relacionado a um padrão de consumo recente menos saudável, caracterizado por ingestão menor de alimentos in natura e maior de ultraprocessados. Esse achado reforça a necessidade de monitorar esse hábito e desenvolver estratégias de promoção da alimentação adequada e saudável no ambiente universitário.
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