DO BIOFILME AO CÉREBRO: MECANISMOS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE PERIODONTITE E ALZHEIMER

Autores

  • Ana Luiza de Souza RODRIGUES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Gabrielle da Silva ROJAS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Lorran Leonardo SILVA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Vivian Cristina Noronha NOVAES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7035

Palavras-chave:

periodontite, doença de Alzheimer, doenças neuroinflamatórias, microbiota bucal, estresse oxidativo

Resumo

Introdução: A periodontite é uma doença inflamatória crônica dos tecidos de suporte dos dentes, caracterizada pela formação de biofilme bacteriano e pela resposta imune do hospedeiro. A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva, responsável pelo declínio cognitivo e pela perda gradual de memória e funções mentais superiores. Estudos recentes sugerem que a inflamação crônica e patógenos orais podem contribuir para sua patogênese e progressão. Objetivo: Esta revisão de literatura tem como objetivo explorar os mecanismos propostos que associam a periodontite à doença de Alzheimer, destacando as vias inflamatórias e microbiológicas que podem conectar o biofilme oral às alterações cerebrais neurodegenerativas. Metodologia: Foi realizada uma busca por artigos científicos nas bases de dados PubMed e no Google Acadêmico, publicados entre 2015 e 2025, disponíveis nas línguas inglês e português. Foram selecionados artigos que abordassem mecanismos inflamatórios, presença microbiana e impactos sistêmicos da periodontite na doença de Alzheimer, permitindo uma síntese crítica dos principais achados. Resultados: A associação entre periodontite e doença de Alzheimer é multifatorial, envolvendo mecanismos inflamatórios, infecciosos e oxidativos. A inflamação crônica decorrente da periodontite pode comprometer a barreira hematoencefálica e favorecer a neuroinflamação. Microrganismos como Porphyromonas gingivalis, aliados ao estresse oxidativo, contribuem para a degeneração neuronal, evidenciando a relação entre saúde bucal e declínio cognitivo. Conclusão: Há evidência de que periodontite e Alzheimer estão inter-relacionados, mediados por inflamação sistêmica, patógenos orais e estresse oxidativo. Compreender esses mecanismos é essencial para estratégias preventivas e terapêuticas que integrem a saúde bucal à saúde cerebral, podendo reduzir o risco e a progressão da doença.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

RODRIGUES, A. L. de S., ROJAS, G. da S., SILVA, L. L., & NOVAES, V. C. N. (2026). DO BIOFILME AO CÉREBRO: MECANISMOS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE PERIODONTITE E ALZHEIMER. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7035

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS