ESPONJA DE FIBRINA COMO AGENTE HEMOSTÁTICO EM CIRURGIAS ODONTOLÓGICAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE EFICÁCIA CLÍNICA E POTENCIAL NA CICATRIZAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7038Palavras-chave:
hemostasia, moduladores de fibrina, procedimentos cirúrgicos bucais, materiais biocompatíveis, extração dentáriaResumo
Introdução: A hemostasia adequada constitui um requisito essencial para o êxito dos procedimentos cirúrgicos odontológicos, sobretudo em exodontias de terceiros molares, nas quais complicações como sangramento, dor e edema são frequentes. A esponja de fibrina é descrita na literatura como um biomaterial hemostático dotado de propriedades biológicas capazes de reproduzir a fase final da coagulação por meio da interação entre fibrinogênio e trombina, originando uma rede de fibrina estável que favorece o controle do sangramento e a reparação tecidual inicial. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura referente à aplicabilidade clínica da esponja de fibrina em cirurgias odontológicas, avaliando sua eficácia hemostática, seus efeitos sobre dor e edema pós-operatórios, bem como suas limitações. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, com busca de artigos nas bases de dados PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos que abordaram a utilização da esponja de fibrina em diferentes contextos cirúrgicos odontológicos. Resultados: As publicações analisadas relatam desempenho hemostático satisfatório, estímulo à cicatrização e utilidade especial em pacientes com distúrbios de coagulação ou sob uso de anticoagulantes. Entretanto, os estudos apontam limitações, tais como custo elevado, menor disponibilidade comercial e necessidade de preparo específico. Observa-se ainda que, embora apresente benefícios clínicos comprovados, a esponja de fibrina não alcança a mesma efetividade da membrana de colágeno em termos de previsibilidade da hemostasia, redução de dor e edema, bem como praticidade de aplicação. Conclusão: Conclui-se que a esponja de fibrina constitui uma alternativa possível para o controle do sangramento e para o auxílio à cicatrização em cirurgias orais, sendo recomendada em situações específicas, considerando suas características biológicas e limitações práticas.
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