ESPONJA DE FIBRINA COMO AGENTE HEMOSTÁTICO EM CIRURGIAS ODONTOLÓGICAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE EFICÁCIA CLÍNICA E POTENCIAL NA CICATRIZAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA

Autores

  • Joelisa Azenha dos SANTOS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Giovana Ribeiro Caroline COSTA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Júlia Roberta Pereira VERONA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Flávia Priscila PEREIRA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7038

Palavras-chave:

hemostasia, moduladores de fibrina, procedimentos cirúrgicos bucais, materiais biocompatíveis, extração dentária

Resumo

Introdução: A hemostasia adequada constitui um requisito essencial para o êxito dos procedimentos cirúrgicos odontológicos, sobretudo em exodontias de terceiros molares, nas quais complicações como sangramento, dor e edema são frequentes. A esponja de fibrina é descrita na literatura como um biomaterial hemostático dotado de propriedades biológicas capazes de reproduzir a fase final da coagulação por meio da interação entre fibrinogênio e trombina, originando uma rede de fibrina estável que favorece o controle do sangramento e a reparação tecidual inicial. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura referente à aplicabilidade clínica da esponja de fibrina em cirurgias odontológicas, avaliando sua eficácia hemostática, seus efeitos sobre dor e edema pós-operatórios, bem como suas limitações. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, com busca de artigos nas bases de dados PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos que abordaram a utilização da esponja de fibrina em diferentes contextos cirúrgicos odontológicos. Resultados: As publicações analisadas relatam desempenho hemostático satisfatório, estímulo à cicatrização e utilidade especial em pacientes com distúrbios de coagulação ou sob uso de anticoagulantes. Entretanto, os estudos apontam limitações, tais como custo elevado, menor disponibilidade comercial e necessidade de preparo específico. Observa-se ainda que, embora apresente benefícios clínicos comprovados, a esponja de fibrina não alcança a mesma efetividade da membrana de colágeno em termos de previsibilidade da hemostasia, redução de dor e edema, bem como praticidade de aplicação. Conclusão: Conclui-se que a esponja de fibrina constitui uma alternativa possível para o controle do sangramento e para o auxílio à cicatrização em cirurgias orais, sendo recomendada em situações específicas, considerando suas características biológicas e limitações práticas.

 

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

SANTOS, J. A. dos, COSTA, G. R. C., VERONA, J. R. P., & PEREIRA, F. P. (2026). ESPONJA DE FIBRINA COMO AGENTE HEMOSTÁTICO EM CIRURGIAS ODONTOLÓGICAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE EFICÁCIA CLÍNICA E POTENCIAL NA CICATRIZAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7038

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS