FRATURAS BLOWOUT ORBITÁRIAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE ABORDAGEM E TRATAMENTO CIRÚRGICO

Autores

  • Alan Cristian Dias da SILVA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Giovana Caroline Ribeiro COSTA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Gustavo Henrique Martins ROTULO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Haylla Eduarda Silva GARCIA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Patrícia Jamille Campos LOPES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Eduardo Francisco de Souza FACO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Flavia Priscila Pereira FACO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7042

Palavras-chave:

fraturas orbitárias, assoalho orbital, procedimentos cirúrgicos, reconstrução óssea, implantes cirúrgicos

Resumo

Introdução: As fraturas blowout correspondem à ruptura de uma ou mais paredes orbitárias, geralmente o assoalho, sem comprometimento da borda óssea. Resultam de impactos que elevam a pressão intraorbital e deslocam tecidos oculares, podendo causar diplopia, enoftalmia, limitação do movimento ocular e alterações estéticas importantes. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo analisar as principais técnicas cirúrgicas empregadas no tratamento das fraturas orbitárias blowout, destacando critérios de intervenção, materiais utilizados e resultados clínicos. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura baseada em artigos publicados nos últimos dez anos, obtidos nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Foram incluídos estudos que abordam indicações de tratamento, tipos de abordagem cirúrgica, escolha dos materiais reconstrutivos e o impacto do tempo de intervenção no prognóstico dos pacientes. Resultados: A cirurgia é indicada em casos de diplopia persistente, enoftalmia superior a 2 mm ou quando mais de 50% do assoalho orbital está envolvido. Telas de titânio são amplamente utilizadas por sua resistência e facilidade de adaptação, enquanto os enxertos ósseos autólogos apresentam limitações. Implantes de polietileno poroso aplicados por via transconjuntival demonstraram bons resultados funcionais e estéticos, com baixa taxa de complicações. A realização do reparo nas primeiras 48 horas reduziu significativamente as complicações, especialmente quando associada ao uso precoce de antibióticos e corticoides. O manejo ambulatorial demonstrou ser seguro e mais econômico em comparação ao manejo hospitalar, desde que o paciente receba monitoramento adequado. Conclusão: As técnicas cirúrgicas atuais para fraturas blowout oferecem resultados satisfatórios quando aplicadas precocemente e com materiais adequados. A abordagem individualizada e multidisciplinar favorece a restauração funcional e estética, reduz complicações e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

 

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

SILVA, A. C. D. da, COSTA, G. C. R., ROTULO, G. H. M., GARCIA, H. E. S., LOPES, P. J. C., FACO, E. F. de S., & FACO, F. P. P. (2026). FRATURAS BLOWOUT ORBITÁRIAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE ABORDAGEM E TRATAMENTO CIRÚRGICO. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7042

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS