IMPLANTES CURTOS VERSUS ENXERTOS ÓSSEOS: ALTERNATIVAS PARA A REABILITAÇÃO DE MAXILAS ATRÓFICAS — REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7045Palavras-chave:
implantes curtos, enxerto ósseo, maxila atrófica, reabilitação oral, implantodontiaResumo
Introdução: A reabilitação oral de pacientes com maxilas atróficas representa um desafio clínico significativo devido à limitação de altura óssea residual para a instalação de implantes convencionais. Tradicionalmente, o tratamento envolvia procedimentos de enxertia óssea para reconstrução e ganho de volume. No entanto, com o avanço da implantodontia, os implantes curtos surgem como uma alternativa viável, menos invasiva e com menor morbidade, reduzindo o tempo de tratamento e os riscos cirúrgicos. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar a literatura científica comparando o uso de implantes curtos e enxertos ósseos como estratégias para a reabilitação de maxilas atróficas, discutindo suas indicações, taxas de sucesso, vantagens, limitações e complicações associadas. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed e SciELO abrangendo publicações entre 2021 e 2025. Foram incluídos artigos em português e inglês que comparassem resultados clínicos, biomecânicos e radiográficos entre implantes curtos (≤8 mm) e implantes convencionais com enxerto ósseo em maxilas atróficas. Resultados: Os estudos analisados demonstram que os implantes curtos apresentam taxas de sobrevivência semelhantes às dos implantes convencionais em áreas enxertadas, quando bem indicados e corretamente planejados. Além disso, reduzem o tempo cirúrgico, a morbidade pós-operatória e os custos do tratamento. Entretanto, limitações relacionadas à distribuição de carga e ao tipo de osso devem ser consideradas, especialmente em pacientes com elevada reabsorção maxilar. Os enxertos ósseos, embora eficazes, apresentam maior complexidade técnica e risco de reabsorção óssea ao longo do tempo. Conclusão: Conclui-se que os implantes curtos constituem uma alternativa previsível e menos invasiva para a reabilitação de maxilas atróficas, desde que haja um planejamento protético e cirúrgico adequado. A escolha entre implantes curtos e enxertos ósseos deve ser individualizada, considerando fatores anatômicos, biomecânicos e sistêmicos de cada paciente.
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