LIPOMA EM CAVIDADE ORAL
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7046Palavras-chave:
lipoma, patologia bucal, mucosa bucalResumo
O Lipoma é um tumor benigno de origem mesenquimal composto por adipócitos maduros, circundados por uma cápsula fibrosa. O quadro é comum em tecidos subcutâneos e incomum na boca, representando cerca de 1 a 4% de todos os tumores benignos orais. O lipoma se apresenta como uma lesão nodular, de crescimento lento, indolor, com consistência flácida e coloração amarelada, podendo ocorrer em diferentes regiões da mucosa bucal, como mucosa jugal, língua, lábio e assoalho bucal. Sua etiologia ainda é incerta, mas acredita-se que fatores genéticos, traumáticos e metabólicos possam estar relacionados ao seu desenvolvimento. Objetivo: Revisar a literatura científica sobre o lipoma oral, abordando suas características clínicas e o manejo terapêutico indicado. Metodologia: revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Scholar, selecionando-se artigos publicados nos últimos 29 anos, em português e inglês, com abordagem nos aspectos clínicos, histopatológicos e terapêuticos do lipoma bucal. Resultados: A análise dos estudos mostrou que o lipoma oral acomete com maior frequência adultos entre a quarta e sexta décadas de vida, sem predileção significativa por gênero. A região mais comumente afetada é a mucosa jugal, seguida pelo lábio e língua. O diagnóstico clínico costuma ser facilitado quando características peculiares estão presentes; o diagnóstico definitivo, obtido através do histopatológico que evidencia adipócitos maduros envolvidos por uma fina cápsula fibrosa. O tratamento de escolha é a excisão cirúrgica conservadora, com baixa recidiva. O diagnóstico diferencial pode incluir opções como lipossarcoma, mucocele e fibroma, ressaltando sempre a importância da avaliação histopatológica para confirmação. Conclusão: O lipoma em cavidade oral, embora raro, deve ser considerado no diagnóstico diferencial de lesões nodulares benignas. O reconhecimento clínico associado à confirmação histopatológica é essencial. A excisão cirúrgica completa é o tratamento padrão, com prognóstico favorável.
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