MANEJO CIRÚRGICO E APLICAÇÃO DE DISTINTAS TÉCNICAS PARA REMOÇÃO DE ESTRUTURAS EXÓGENAS DESLOCADAS PARA O SEIO MAXILAR: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7048Palavras-chave:
seio maxilar, aspiração acidental, procedimentos cirúrgicos bucaisResumo
Introdução: O deslocamento de corpos estranhos para o seio maxilar decorre de múltiplos fatores, dentre os quais a iatrogenia é apontada como uma das causas mais frequentes, segundo a literatura. Mesmo quando os fragmentos apresentam dimensões reduzidas, sua presença na cavidade sinusal pode resultar em infecções crônicas, episódios repetidos de sinusite e alterações na morfologia da mucosa, indicando, muitas vezes, a necessidade de intervenção cirúrgica para remoção do material. Objetivo: Este trabalho tem como finalidade apresentar diferentes técnicas cirúrgicas empregadas na extração de estruturas exógenas do seio maxilar. Metodologia: Foram consultadas as bases de dados PubMed e Google Acadêmico, selecionando artigos sobre a remoção de corpos estranhos deslocados para o seio maxilar. Resultados: As técnicas utilizadas foram definidas conforme as particularidades clínicas apresentadas. As abordagens identificadas incluem: a confecção de janela lateral modificada, que permite a exposição da parede lateral do seio e a extração de fragmentos dentários; a técnica de Caldwell-Luc modificada, com osteotomia para remoção de raízes residuais; a abordagem endoscópica, realizada para extração de implantes dentários por acesso transoral assistido por endoscópio; a combinação de meatotomia média direita com sinusotomia maxilar inferior, aplicada para remover dentes deslocados na cavidade sinusal; e, finalmente, a técnica transalveolar, na qual a extração do corpo estranho é realizada pelo próprio alvéolo dentário. As técnicas empregadas demonstraram eficácia na remoção das estruturas exógenas, proporcionando adequado acesso cirúrgico, baixa incidência de complicações e cicatrização satisfatória. Conclusão: Conclui-se que diferentes métodos cirúrgicos podem ser utilizados de forma eficiente, devendo a escolha da técnica considerar a localização do fragmento, os recursos disponíveis e a experiência do cirurgião.
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