O IMPACTO DA RESPIRAÇÃO BUCAL NO DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Gabrielly Souza GOMES Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Isabela Pesuto PRONI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Eduardo Cinel AGOSTINELI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Rafael Biani VIVALDINI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7052

Palavras-chave:

respiração bucal, maloclusão, desenvolvimento craniofacial

Resumo

Introdução: A respiração nasal é essencial para a homeostase e o desenvolvimento craniofacial. Já a respiração bucal, disfuncional e multifatorial, está associada a alterações dentoesqueléticas, postura oral inadequada e distúrbios oclusais. Estudos cefalométricos em crianças demonstram suas consequências adaptativas na face, maxila e mandíbula. O diagnóstico precoce pelo cirurgião-dentista, com encaminhamento à equipe multidisciplinar, é fundamental para tratar a causa, prevenir complicações e minimizar impactos na morfologia facial e saúde oral. Objetivo: Analisar, por meio de revisão da literatura, o impacto da respiração bucal no desenvolvimento do sistema estomatognático em crianças e adolescentes, buscando compreender os fatores envolvidos. Metodologia: Foi realizada revisão bibliográfica nas bases PubMed, SciELO, Google Acadêmico e LILACS, utilizando palavras-chave: “respiração bucal”, “maloclusão”, “desenvolvimento craniofacial” e “desenvolvimento dentofacial”, com operadores booleanos AND e OR. Aplicaram-se critérios de inclusão e exclusão, considerando apenas artigos disponíveis integralmente, em português ou inglês, com relevância e consistência para o estudo. Resultados: A respiração bucal impacta o desenvolvimento craniofacial em crianças, frequentemente associada à hipertrofia de adenoides/amígdalas, desvio de septo e inflamações nasais. Crianças respiradoras bucais apresentam alterações dentofaciais, como face longa, palato ogival, overjet aumentado, mordida cruzada e alterações posturais. Apesar de divergências quanto ao padrão facial, há consenso de que a respiração bucal promove modificações ósseas e musculares, exigindo abordagem multidisciplinar para diagnóstico, prevenção e tratamento. Conclusão: A respiração bucal desequilibra o desenvolvimento ósseo e dentário, sendo fator etiológico de maloclusões. A prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar impactos funcionais e estéticos, reforçando a importância da intervenção multidisciplinar.

 

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

GOMES, G. S., PRONI, I. P., AGOSTINELI, E. C., & VIVALDINI, R. B. (2026). O IMPACTO DA RESPIRAÇÃO BUCAL NO DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7052

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS